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Príncipe Harry diz que entrou em depressão por duas semanas após mudança para o Canadá, relata queda de adrenalina, ataques de pânico e busca por resiliência

Príncipe Harry fala sobre depressão e ataques de pânico após mudar para o Canadá, detalhando queda de adrenalina, o impacto da morte da princesa Diana e a busca por cura

O duque de Sussex, Príncipe Harry, abriu o relato sobre problemas de saúde mental que enfrentou após se mudar para o Canadá com Meghan Markle e o filho Archie, no fim de 2019.

Em trecho divulgado de uma masterclass intitulada Redefinindo o Luto: Construindo Resiliência através da Perda, ele falou sobre uma queda brusca de adrenalina, episódios de depressão e ataques de pânico, e sobre como isso marcou sua transição para uma nova vida.

As informações foram divulgadas pelo Metrópoles, em material sobre a aula em que Harry conversou com a neurocientista Mary-Frances O’Connor, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

O que Harry contou sobre a chegada ao Canadá

Segundo o depoimento exibido no trailer da masterclass, poucos dias após chegar ao Canadá no fim de 2019, Harry teve uma queda brusca de adrenalina, algo que, segundo ele, nunca havia sentido antes.

Ele explicou que vinha vivendo com níveis constantes de estresse e adrenalina, e que, ao se afastar do ambiente estressante do Reino Unido, experimentou essa mudança fisiológica, que levou a sintomas de mal-estar.

Declarações sobre depressão e funcionamento diário

O príncipe relatou que, com a mudança, passou a sentir que não conseguia fazer o cérebro funcionar sem adrenalina, e descreveu o quadro com a frase, na íntegra, “Na verdade, entrei em depressão por cerca de duas semanas e senti que não conseguia funcionar sem adrenalina.”

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Ele também disse, em outro trecho, “Era como se eu precisasse de estresse para obter a adrenalina necessária para fazer meu cérebro funcionar, porque eu me tornava inútil em casa”, relatando a sensação de incapacidade nas tarefas domésticas e cotidianas.

Contexto da decisão de se afastar da família real

Harry e Meghan passaram o fim de 2019 no Canadá com o primogênito, Archie, que tinha poucos meses de vida. Em janeiro de 2020, os duques anunciaram o afastamento dos cargos no núcleo sênior da família real, decisão que o próprio Harry atribui, em parte, à necessidade de “ter um pouco de espaço, longe de tudo, para poder pensar”.

Na masterclass, dividida com a neurocientista Mary-Frances O’Connor, o duque relacionou essa mudança de cenário à busca por cura, e falou ainda sobre a influência da morte da mãe, a princesa Diana, em sua jornada emocional.

Ataques de pânico e caminho para a resiliência

Além da depressão temporária, Harry abordou episódios de ataques de pânico e descreveu a jornada rumo à recuperação, enfatizando a importância de compreender a relação entre estresse crônico, alterações fisiológicas e saúde mental.

A masterclass promete aprofundar essas experiências pessoais e oferecer ferramentas para lidar com o luto e construir resiliência, com base nas conversas entre o príncipe e a especialista em neurociência.

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