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PSTU declara voto crítico em Lula no 2º turno para derrotar Flávio Bolsonaro, partido afasta apoio político e alerta riscos aos trabalhadores

PSTU anuncia “voto crítico” em Lula no segundo turno com objetivo de derrotar Flávio Bolsonaro, sem representar apoio político ao presidente, legenda alerta sobre riscos para os trabalhadores

O PSTU, partido do ex-candidato Hertz Dias, declarou que fará um voto crítico em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, com a justificativa principal de derrotar Flávio Bolsonaro.

A legenda deixou claro que a decisão não significa apoio político ao presidente ou ao governo petista, e que a opção busca prevenir a chegada da extrema direita ao poder, segundo nota do partido.

Hertz Dias obteve 43.103 votos no primeiro turno, o equivalente a 0,04% dos votos válidos, informação citada pela sigla ao explicar a posição, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

Por que o PSTU optou pelo “voto crítico”?

Na nota, o partido afirma que, diante da força demonstrada pela extrema direita, é necessário evitar a vitória de Flávio Bolsonaro, que, segundo o PSTU, representa “sérios perigos para os trabalhadores no Brasil, que não têm nada a ganhar com este projeto autoritário que ameaça as liberdades democráticas, propõe um regime autoritário e busca criar as condições para aprofundar ainda mais os ataques contra os trabalhadores”.

O posicionamento de Hertz Dias e a ressalva sobre apoio político

Hertz Dias e o PSTU reforçam que o voto crítico não equivale a um apoio ao presidente, citando textualmente, “Esse voto não significa apoio político a Lula ou ao seu governo de aliança com a burguesia. Pelo contrário, alertamos que uma vitória eleitoral de Lula não derrota, por si sós, a força política e as bases sociais do bolsonarismo. Lula foi eleito em 2022 com esta promessa, mas, passados quatro anos, não só o bolsonarismo não foi derrotado como está muito mais forte”.

Resultados do primeiro turno e o que vem pela frente

Os números do primeiro turno mostram que Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%, e os dois vão disputar o segundo turno em 25 de outubro. O PSTU, ao optar pelo voto crítico, busca influenciar esse desfecho sem transformar a escolha em uma declaração de apoio ao governo do PT.

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Implicações políticas

O anúncio do PSTU insere mais um elemento no cenário do segundo turno, ao mesmo tempo em que reafirma a divisão entre evitar o avanço da extrema direita e manter autonomia política frente ao governo federal. A posição do partido pode atrair debate sobre estratégias de voto entre correntes de esquerda e movimentos sociais nas próximas semanas.

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