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Renan Santos dispara contra Lula e Flávio Bolsonaro, promete ‘matar quem roubar’ e gera polêmica em evento de campanha

Renan Santos choca ao propor pena de morte e insultar Lula e Flávio Bolsonaro em evento de campanha

O cenário político brasileiro ganhou contornos inusitados com as declarações do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) durante o lançamento de sua campanha. Em um discurso inflamado, Santos não poupou críticas a figuras proeminentes como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Flávio Bolsonaro (PL).

Além dos ataques verbais, o candidato surpreendeu ao abordar a segurança pública com uma proposta radical: prometeu “matar quem roubar”, uma afirmação que ignora a proibição da pena de morte para crimes comuns no Brasil, inclusive por emenda constitucional.

As declarações foram feitas em meio a um evento marcado pela venda de itens de arrecadação, onde ingressos chegaram a R$ 7 mil. As informações são do conteúdo divulgado sobre o evento.

Ataques e Insultos na Campanha Presidencial

Renan Santos direcionou ataques contundentes a Flávio Bolsonaro, chamando-o de “farsante, fraco e corrompido”, e ao final de seu discurso, utilizou o termo “mongoloide”. Ao presidente Lula, a alcunha escolhida foi “cachaceiro senil”. Apesar da virulência, o presidenciável pediu “perdão pelos insultos proferidos na campanha”, buscando amenizar o impacto de suas palavras.

O candidato também criticou governadores que, segundo ele, “nunca tiveram postura de líder”, e o senador Sérgio Moro (União Brasil), a quem rotulou de “vassalo”. Para Santos, Moro “aceitou ser um escravo daqueles que destruíram sua maior obra, que foi a Lava Jato”, demonstrando forte desaprovação à atuação do ex-ministro da Justiça.

Propostas e Metas Ambiciosas para o Brasil

Além das críticas, Renan Santos apresentou propostas para sua eventual gestão. Ele estabeleceu como meta ambiciosa a redução do número de homicídios para menos de 10 mil ao ano, um objetivo desafiador para a segurança pública brasileira. Prometeu também realizar um ajuste fiscal e proteger a venda de terras raras, além de defender que professores possam “punir alunos rebeldes”, uma medida que pode gerar debates sobre disciplina escolar.

O candidato a vice, Aroldo Medina, tenente-coronel da reserva, comparou Lula e Flávio Bolsonaro a “vassouras velhas” e afirmou que, eleito, Renan vai “limpar o Brasil”. O evento contou com a venda de suvenires, como pelúcias da onça, mascote da legenda, e uma edição especial do “Livro Amarelo”, que reúne o ideário do partido, com a versão mais cara custando R$ 7 mil.

Desempenho nas Pesquisas e Estratégia de Arrecadação

Na mais recente pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na quarta-feira, 29, Renan Santos registrou 7,8% das intenções de voto, posicionando-se em terceiro lugar. Lula lidera com 49,2%, seguido por Flávio Bolsonaro com 42,9%. A campanha de Renan Santos busca se destacar em meio a esse cenário, utilizando um evento de lançamento que combinou discurso político com estratégias de arrecadação.

O evento, realizado no Komplexo Tempo, na Mooca, zona leste de São Paulo, teve ingressos com preços variados, desde R$ 94 para a categoria mais básica até R$ 7 mil para pacotes que incluíam acesso a um mezanino com visão privilegiada, open bar e almoço com lideranças do partido. A venda de suvenires e a versão de luxo do “Livro Amarelo” foram parte essencial da estratégia de captação de recursos para a campanha do Missão.

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