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Stone lucra R$ 583 milhões no 2º tri, mas com queda anual; veja detalhes do balanço da fintech

Stone tem lucro líquido ajustado de R$ 583 milhões no 2º trimestre, com recuo anual de 2,6%

A StoneCo, empresa por trás das maquininhas de cartão Stone e Ton, divulgou seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2026. A companhia registrou um lucro líquido ajustado de R$ 582,7 milhões no período, o que representa uma queda de 2,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No entanto, em comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve uma alta de 6,1%.

Segundo a Stone, o recuo anual no lucro é reflexo de um lucro antes de impostos (EBT) ajustado menor e um aumento na taxa efetiva de impostos, que passou de 15% para 16,4% em um ano. Apesar da ligeira queda no lucro líquido ajustado, a receita total da empresa demonstrou força, alcançando R$ 3,6 bilhões, um avanço de 2,5% na comparação anual.

O desempenho financeiro da Stone no segundo trimestre, embora com uma pequena retração anual no lucro líquido ajustado, mostra resiliência e crescimento em outras métricas importantes. O mercado acompanhou atentamente os resultados, buscando entender os fatores que influenciaram o balanço da fintech. Conforme informação divulgada pela StoneCo, os dados detalhados foram apresentados em seu balanço oficial.

Lucro bruto e por ação em alta

O lucro bruto da Stone apresentou uma leve expansão de 0,1% no segundo trimestre, atingindo R$ 1,56 bilhão. Já o lucro por ação ajustado (EPS) registrou um crescimento mais expressivo de 8,6% em 12 meses, chegando a R$ 2,40. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) consolidado também mostrou melhora, atingindo 21,6%, um aumento de 0,9 ponto porcentual em relação ao ano anterior e de 3 pontos porcentuais em relação ao trimestre anterior.

Volume total processado (TPV) cresce, mas com ressalvas

Na área de adquirência, o volume total processado (TPV) pela Stone alcançou R$ 142,2 bilhões no segundo trimestre, um incremento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2025. Essa melhora é atribuída pela empresa a iniciativas focadas na redução do churn, ou seja, a taxa de cancelamento de maquininhas, que havia apresentado um aumento no final de 2025. Os esforços concentraram-se na marca Ton, com planos de estendê-los à marca Stone.

Entretanto, em relação a pagamentos com cartões, o TPV registrou uma queda anual de 3,1%, totalizando R$ 111,5 bilhões. Por outro lado, os pagamentos via PIX QR Code apresentaram um crescimento notável de 44,3%, alcançando R$ 30,7 bilhões, demonstrando a crescente adoção deste meio de pagamento.

Base de clientes e negócio bancário em expansão

A base de clientes ativos da Stone continuou a crescer, atingindo 4,8 milhões no trimestre, um aumento de 6,4% na comparação anual. O segmento de negócios bancários também mostrou um desempenho positivo, com o volume de depósitos totalizando R$ 10,8 bilhões ao final do trimestre, o que representa uma alta expressiva de 22,3% em 12 meses.

Perspectivas e desafios para a Stone

A StoneCo navega em um mercado competitivo de fintechs e meios de pagamento. Embora o lucro líquido ajustado tenha apresentado uma queda anual, os indicadores de receita e o crescimento em segmentos como PIX e o negócio bancário sinalizam um caminho de expansão. A empresa busca consolidar suas estratégias para a marca Stone, espelhando o sucesso obtido com a Ton, e continuar a atrair e reter clientes em um cenário dinâmico.

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