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TSE barra candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado na véspera da eleição e determina anulação de votos no Paraná

Em decisão monocrática tomada na véspera do primeiro turno, o TSE indeferiu o registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná, gerando incertezas sobre o destino dos votos dos eleitores.

O cenário político paranaense sofreu uma reviravolta drástica neste sábado, véspera das eleições, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vetar a participação de Deltan Dallagnol na disputa por uma vaga no Senado Federal.

A medida, que pegou muitos eleitores de surpresa, foi anunciada poucas horas antes da abertura das urnas, alterando as expectativas sobre a configuração final da bancada legislativa do estado.

Conforme informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Floriano de Azevedo Marques foi o responsável por deferir a inelegibilidade do candidato, revertendo uma decisão anterior do TRE-PR.

Os motivos da inelegibilidade de Deltan Dallagnol

O fundamento central para a decisão do ministro reside na forma como ocorreu a saída de Deltan Dallagnol do Ministério Público Federal em 2021, época em que o ex-procurador respondia a procedimentos disciplinares.

Segundo o entendimento do TSE, a exoneração teria sido realizada com o objetivo estratégico de evitar a aplicação de penalidades administrativas, o que enquadra o caso nas restrições da legislação eleitoral vigente.

Este episódio retoma discussões jurídicas que já haviam resultado na cassação do registro de Dallagnol para o cargo de deputado federal em 2023, reforçando a jurisprudência da Corte sobre o tema.

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Impacto imediato nos votos dos eleitores

Além de confirmar o indeferimento, a determinação do ministro Floriano de Azevedo Marques estabelece que todos os votos eventualmente atribuídos a Deltan Dallagnol sejam considerados nulos durante o processo de apuração.

Essa diretriz impõe um desafio logístico e jurídico para a Justiça Eleitoral, que precisará aplicar as regras específicas de totalização de resultados neste domingo, dia da votação oficial.

A decisão, embora de caráter individual, terá efeitos práticos imediatos na chapa majoritária e na forma como o sistema eleitoral computará a preferência dos eleitores paranaenses nas urnas.

Desdobramentos jurídicos e o futuro do processo

É importante ressaltar que o despacho do ministro não encerra o caso em definitivo, pois a matéria ainda deverá ser submetida ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral para uma análise colegiada.

Os advogados da candidatura ainda podem buscar novos desdobramentos jurídicos, o que mantém o clima de expectativa sobre o desfecho final deste processo e suas consequências para a representação política do estado.

Vale lembrar que, em 2022, Dallagnol foi eleito deputado federal, mas teve seu mandato cassado por unanimidade pelo TSE em maio de 2023, quando a Corte determinou que seus votos fossem destinados integralmente à legenda partidária.

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