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VAMO3: Lucro da Vamos despenca 19,7% no 1º tri com juros altos, mas empresa aposta em frota usada para virar o jogo e crescer

Vamos (VAMO3) divulga resultados do primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 86,6 milhões, uma queda anual de 19,7%.

A Vamos (VAMO3) apresentou seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2026, registrando um lucro líquido de R$ 86,6 milhões. Este valor representa uma **queda de 19,7%** em comparação com o mesmo período do ano anterior. Contudo, em uma análise sequencial, a companhia demonstrou recuperação, com uma **alta de 11,6%** no lucro em relação ao trimestre anterior.

Essa recuperação trimestral é impulsionada por melhorias operacionais que a empresa vem implementando, especialmente a partir do terceiro trimestre de 2025, conforme destacado em sua comunicação. A estratégia da Vamos busca otimizar seus ativos e processos mesmo em um cenário econômico desafiador.

De acordo com Gustavo Couto, CEO da companhia, um dos principais fatores que impactaram o resultado negativo foi o **elevado patamar da taxa de juros**, que permaneceu sem cortes até o final de março de 2026. Apesar disso, a melhora observada é fruto de uma **disciplina operacional** rigorosa, que resultou em um aumento na taxa de ocupação da frota.

Aumento da Taxa de Ocupação e Estratégia de Seminovos

A taxa de ocupação da frota da Vamos atingiu **88%** no primeiro trimestre de 2026, um avanço significativo em relação aos 85% registrados no mesmo período do ano passado. O CEO expressou otimismo, afirmando que a empresa está cada vez mais próxima de seu objetivo de **90% de taxa de ocupação**. O guidance da companhia projeta que a taxa de ocupação se mantenha entre 88% e 92%.

A receita de serviços de locação alcançou R$ 1 bilhão, apresentando um **crescimento de 9,8%** em comparação anual. Essa performance é reflexo da estratégia da Vamos em maximizar o uso de seus ativos, incluindo a venda de seminovos, que teve uma **alta de 12%** no período.

A empresa tem ampliado a **sobrevida dos caminhões**, utilizando ativos que já fazem parte de seu estoque para novos contratos de locação. Essa prática tem se mostrado eficaz, com contratos envolvendo caminhões de segunda mão representando 44% do total no primeiro trimestre de 2026, um salto considerável em relação aos 12% de dois anos atrás.

Redução do Capex e Alavancagem Controlada

A estratégia de focar em seminovos e na ampliação da vida útil dos caminhões permite à Vamos **reduzir o capex líquido**, que é a diferença entre os gastos com a compra de novos caminhões e o valor obtido com vendas e aluguéis. Isso significa uma **menor necessidade de capital novo** para sustentar o crescimento.

“Isso permite que tenhamos menor necessidade de capital novo. Então, podemos continuar crescendo, continuar assinando contratos usando ativos que eu já fiz investimento. Com isso, a gente consegue menor capital novo e a gente consegue reduzir a nossa alavancagem”, explicou o executivo.

A companhia projeta reduzir sua alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, para o intervalo entre 2,9x e 3,1x. No primeiro trimestre, essa métrica ficou em 3,15x, apresentando uma **redução de 0,14x**, indicando uma trajetória de controle financeiro e fortalecimento do balanço patrimonial da Vamos (VAMO3).