O clássico entre Santos e Flamengo teve uma paralisação longa, que chamou atenção pela demora na decisão do árbitro de vídeo, e reacendeu o debate sobre o uso do VAR no Brasil.
Os números mostram que a espera foi atípica quando comparada a ligas de elite no exterior, e detalham as etapas da revisão que atrasaram a partida.
Essa sequência de eventos e os tempos registrados foram divulgados pela cobertura do jogo, com dados precisos sobre cada fase da interrupção, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
Recorde no Brasileirão e histórico do VAR
No Brasileirão, a paralisação de Santos x Flamengo durou 9 minutos e 56 segundos, a maior desde a implementação do recurso em 2019. A marca anterior ocorreu em 2024, em Juventude x Cruzeiro, quando a revisão interrompeu o jogo por 8min24s.
O episódio passa a ser o maior registrado no país, e volta a colocar em pauta a eficiência do VAR e os protocolos de comunicação entre a cabine e o árbitro de campo.
Como se dividiram os quase 10 minutos de espera
Do total de 9 minutos e 56 segundos, o primeiro período de espera, de 4min36s, ocorreu antes da chamada do árbitro de vídeo para que Anderson Daronco fosse até o monitor. Essa fase gerou reclamações nas arquibancadas, pela falta de explicação imediata.
Depois, a consulta ao monitor e a tomada de decisão levaram 2min14s. Após a marcação do pênalti, ainda se passaram 3min06s até a cobrança pelo jogador Neymar, completando a paralisação.
Contexto internacional e comparações
No cenário mundial, essa paralisação foi a terceira mais longa em casos desse tipo. Ficam à frente Argentina x Marrocos, nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, com quase duas horas de interrupção, e Hansa Rostock x Schalke, pela segunda divisão alemã, com cerca de 30 minutos.
Nos dois casos internacionais, contudo, a pausa não foi causada apenas pela revisão do VAR, mas também por problemas nas arquibancadas, invasões de campo e tumultos entre torcedores, o que os diferencia do ocorrido em Santos.
Impactos e debate sobre o uso do VAR
A demora em Santos x Flamengo reacende críticas sobre a padronização de procedimentos, a transparência nas comunicações e o tempo gasto em decisões que influenciam resultados.
Especialistas e torcedores voltam a pedir mais agilidade, e a comparação com a média da Premier League em 2025, quando o VAR levou, em média, 47 segundos por jogo para revisar lances, ilustra a diferença de desempenho entre sistemas e implementações.

