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X, de Elon Musk, defende vídeo com IA de Romeu Zema e pede rejeição do recurso de Lulinha, alegando que publicação é sátira e não prova de crime

Plataforma X diz que o vídeo com IA publicado por Romeu Zema é sátira sobre investigações, contesta acusações de Lulinha relacionadas a crimes e pede que o recurso para retirar o conteúdo seja rejeitado

O vídeo com IA, publicado pela campanha do presidenciável Romeu Zema, simula um diálogo sobre investigações envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

A peça apresenta referências a apurações arquivadas ou anuladas, inclui uma cena em uma estufa de cannabis e chama Lulinha de “Messi da impunidade”, expressão usada em tom crítico e humorístico.

Em sua manifestação judicial, a plataforma X pediu a rejeição do recurso de Lulinha para remoção do conteúdo, conforme manifestação da plataforma X.

Argumento da plataforma X, de Elon Musk

A defesa do X afirma que o conteúdo é sátira e que expõe, de forma opinativa, fatos públicos sobre investigações que não resultaram em responsabilização. Sobre a expressão usada no vídeo, os advogados do X dizem, literalmente, “A expressão “Messi da impunidade”, que o Agravante reputa ofensiva, nada mais é do que juízo de valor crítico, formulado em tom humorístico, sobre fatos públicos que o próprio vídeo expõe por inteiro, como as investigações sucessivas, ao longo de duas décadas, que não resultaram em responsabilização”, afirmam os advogados do X.

Resposta às acusações de associação a crimes

O X também rebate a alegação de que o vídeo associa Lulinha ao tráfico de drogas, e sustenta que a cena na estufa de cannabis faz referência a reportagens e investigações sobre uma empresa do setor de cannabis medicinal. Na peça de defesa consta, na íntegra, “Com efeito, em nenhum momento o vídeo menciona tráfico, comércio ilícito ou qualquer atividade criminosa relacionada à substância. Mais do que isso, a referência tem lastro direto em fato noticiado e objeto de apuração formal. Segundos antes (0:25), o próprio vídeo reproduz manchete jornalística real sobre a nova investigação envolvendo o Agravante, com menção expressa a cannabis medicinal e a tráfico de influência”, argumenta a defesa.

Posição da Meta e dados de alcance

A Meta, responsável pelo Instagram, também pediu a rejeição do recurso de Lulinha, afirmando que cabe ao tribunal avaliar se o vídeo viola direitos antes de determinar sua remoção. A empresa contestou pedidos de informações sobre alcance e eventuais pagamentos para promoção, e afirmou que esses dados “são protegidos por sigilo e só podem ser fornecidos mediante ordem judicial específica”.

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O caso coloca em debate limites da sátira, o uso de inteligência artificial em conteúdo político e o procedimento para remoção de publicações nas plataformas, com decisões judiciais pendentes sobre exigências probatórias e acesso a dados protegidos.

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