Guerra no Oriente Médio não impacta decisão sobre Selic, avalia Alckmin
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou neste sábado (14) que não vislumbra influência da guerra no Oriente Médio sobre as decisões do Banco Central a respeito da taxa básica de juros, a Selic.
Em visita a uma concessionária da Scania, próximo a Brasília, Alckmin argumentou que o aumento dos juros não seria eficaz para reduzir o preço do petróleo, principal preocupação em relação ao conflito. Ele destacou que a taxa Selic já se encontra em patamares elevados há um tempo considerável.
“A taxa de juros está muito elevada. Já não é um mês. Já está elevada há muito tempo. Se você comparar com o mundo inteiro, ela está entre as duas maiores do mundo. Então, todo o empenho pela redução da taxa de juros”, afirmou o vice-presidente, referindo-se à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Argumentos de Alckmin para a redução da Selic
Alckmin utilizou o exemplo do Federal Reserve, o banco central americano, que, segundo ele, exclui setores como agricultura e petróleo do cálculo de seus juros. A justificativa é que a política monetária não tem o poder de influenciar diretamente a produção de commodities ou fatores climáticos.
Ele reforçou a necessidade de se manter o foco na redução da taxa Selic, que o mercado financeiro também prevê que será reduzida na próxima reunião do Copom. A alta taxa de juros no Brasil é vista como um entrave para o crescimento econômico.
Torcida pelo fim da guerra e medidas para o diesel
Em relação ao conflito no Oriente Médio, Geraldo Alckmin expressou seu desejo de que a guerra termine o mais rápido possível, reconhecendo os problemas que ela acarreta globalmente. Ele preferiu não comentar sobre a possibilidade de novas medidas governamentais para controlar os preços dos combustíveis no Brasil.
O vice-presidente mencionou as ações recentes do governo federal, como o pacote anunciado na quinta-feira, focando em garantir o abastecimento de diesel e agir para evitar aumentos expressivos no preço. “Torcer para a guerra parar o mais rápido possível, acompanhar o preço do barril do petróleo. Mas eu diria que foram duas decisões importantes. Garantir o abastecimento, não faltar diesel e, de outro lado, agir para reduzir o preço, para evitar um aumento grande do diesel”, completou.