Arrecadação Federal em Abril Alcança Marca Histórica de R$ 278,8 Bilhões, Crescendo 7,82%

A arrecadação do governo federal em abril de 2024 apresentou um desempenho notável, registrando um crescimento real de 7,82% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Ao todo, os cofres públicos receberam R$ 278,823 bilhões, um recorde absoluto para o mês na série histórica iniciada em 1995 pela Receita Federal.

Este resultado marca o oitavo recorde mensal consecutivo, evidenciando uma trajetória de alta consistente na receita. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2024, de janeiro a abril, a arrecadação já havia crescido 5,41% acima da inflação, somando R$ 1,056 trilhão, também um patamar recorde para o período.

Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira, confirmando a força da arrecadação tributária no país. Conforme informação divulgada pela Receita Federal, o crescimento foi generalizado, com destaque para impostos corporativos e contribuições previdenciárias.

Receita Administrada pela União e Outros Órgãos em Alta

Os recursos administrados diretamente pela Receita Federal, que incluem a coleta da maioria dos tributos federais, registraram um aumento real de 7,31% em abril, alcançando R$ 258,779 bilhões. Paralelamente, a receita administrada por outros órgãos, com forte influência de royalties de petróleo, apresentou um salto expressivo de 14,89%, totalizando R$ 20,044 bilhões no mês passado.

Imposto de Renda Corporativo e Contribuições Previdenciárias Impulsionam Resultado

Um dos principais fatores por trás do resultado positivo em abril foi o aumento de R$ 4,6 bilhões, equivalente a 7,7%, nas receitas provenientes do Imposto de Renda de empresas e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Esse desempenho reflete a recuperação e o bom momento de diversas empresas no cenário econômico.

Além disso, as contribuições previdenciárias também mostraram um crescimento robusto de R$ 2,9 bilhões, ou 4,8%. Esse avanço é explicado pelo aumento real da massa salarial e pela redução da desoneração da folha de pagamento em alguns setores da economia, o que impacta diretamente a arrecadação previdenciária.

Outros Tributos e Setores Contribuem para o Recorde

A Receita Federal também observou ganhos em outros tributos importantes. O Imposto de Renda sobre ganhos de capital subiu 25,4%, o PIS/Cofins cresceu 5,3%, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) teve um aumento de 30,3%, impulsionado pela elevação de suas alíquotas pelo governo. Esses tributos, embora com pesos diferentes, somam-se ao resultado positivo geral.

No recorte setorial, a indústria de extração de petróleo e gás foi um destaque, recolhendo R$ 11,4 bilhões em abril, o que representa uma alta impressionante de 541% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entidades financeiras arrecadaram R$ 30,6 bilhões (+20,4%), e o comércio atacadista contribuiu com R$ 18,8 bilhões (+10,7%), demonstrando a força da arrecadação em diversos segmentos da economia brasileira.

By Vanessa