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Brasil e Coreia do Sul ampliam cooperação em minerais e comércio com 10 MoUs, acordo-quadro, foco em terras raras, IA, biotecnologia e investimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano Lee Jae Myung se encontraram em Seul e concordaram em ampliar a cooperação em minerais e comércio, além de áreas como tecnologia, IA, saúde e cultura.

Os dois líderes supervisionaram a assinatura de dez memorandos de entendimento que abrangem política comercial, minerais essenciais, economia digital, agricultura e segurança, entre outros temas.

As medidas incluem um acordo-quadro para integrar cadeias produtivas e facilitar investimentos, além de um plano de ação de quatro anos para ações concretas, conforme informação divulgada pela Reuters.

Principais acordos e áreas de colaboração

Os presidentes acompanharam a assinatura de 10 memorandos de entendimento que tratam de política comercial e industrial, minerais essenciais, economia digital, incluindo inteligência artificial, agricultura, saúde e biotecnologia.

Também foram firmados entendimentos para intercâmbio de pequenas empresas e cooperação policial contra crimes cibernéticos, narcóticos e outras ameaças transnacionais, com foco em fortalecer a cooperação em minerais e comércio.

Segundo o anúncio, os dois países planejam elevar a relação bilateral a uma parceria estratégica e trabalhar juntos para apoiar a estabilidade na Península Coreana.

Impacto econômico, investimentos e dados

Lula destacou que o Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina, e que a Coreia é o quarto parceiro comercial do Brasil na Ásia, com um intercâmbio de US$11 bilhões.

Em discurso, o presidente disse, ‘Para fomentar investimentos recíprocos, celebramos um acordo-quadro de integração comercial e produtiva que vai facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e trazer mais segurança para empresas’.

O mandatário também ressaltou que as cadeias de minerais críticos oferecem oportunidades de agregação de valor e lembrou que o Brasil possui grandes reservas de terras raras e depósitos substanciais de níquel, áreas que podem atrair empresas sul-coreanas.

Negociações regionais e próximos passos

Os líderes discutiram maneiras de retomar as negociações entre o Mercosul e a Coreia do Sul, que foram interrompidas em 2021, e planejam medidas práticas para ampliar o comércio e a integração produtiva.

Lee mencionou que os dois lados adotaram um plano de ação de quatro anos para traçar medidas concretas, que vão da cooperação em minerais estratégicos até indústrias de defesa, setor espacial e segurança alimentar.

Relações pessoais e diplomacia

A visita de Lula a Seul é sua primeira visita de Estado em 21 anos, e os presidentes têm reforçado vínculos, em parte por experiências pessoais compartilhadas, como trabalho infantil e acidentes de trabalho.

Em publicação na rede X, Lee escreveu sobre Lula, ‘Como ex-trabalhador infantil, você provou com toda a sua vida que a democracia é a ferramenta mais poderosa para o progresso social e econômico’, saudando sua trajetória e conquistas.

Com a assinatura dos memorandos e o acordo-quadro, Brasil e Coreia do Sul apontam para uma agenda que une minerais críticos, comércio, tecnologia e investimentos, buscando transformar recursos e parcerias em ganhos comerciais e industriais concretos.