Governo confiante no início da redução da Selic na reunião do Copom em 17 e 18 de março, Alckmin aponta apreciação do real e desinflação dos alimentos como suporte à decisão
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o governo está otimista quanto ao início do ciclo de cortes da taxa básica de juros, a redução da Selic.
Durante encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Alckmin citou a valorização do real e a desinflação dos alimentos como fatores que sustentam a expectativa de queda dos juros.
“Estamos confiantes que na próxima reunião do Copom comece a redução da taxa de juros”, disse Alckmin durante reunião com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), conforme informação divulgada pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.
Por que o governo vê espaço para cortes
Alckmin destacou que a combinação entre a apreciação da moeda e a desaceleração dos preços de alimentos reduz pressões inflacionárias, o que, segundo ele, amplia a margem para o Banco Central começar a fazer a redução da Selic. O próprio Comitê de Política Monetária, o Copom, já indicou a tendência de flexibilização da política monetária.
Medidas para estimular investimentos em máquinas e equipamentos
Aos empresários da indústria, Alckmin disse também que o ministério trabalha para levantar mais recursos ao programa de depreciação acelerada, que visa estimular investimentos em máquinas e equipamentos. Em outra frente, frisou, há um esforço para aumentar os financiamentos a juros de um dígito para bens de capital, para volume superior aos R$ 12 bilhões oferecidos no ano passado na linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Impacto esperado para empresas e consumidores
Se o Copom iniciar a redução da Selic na próxima reunião, empresas podem ver queda no custo do crédito para expansão, e consumidores podem sentir efeitos em juros de empréstimos e financiamentos, mas a intensidade do impacto dependerá do ritmo dos cortes e das condições do mercado.