Brasileirão terá 10 mudanças na arbitragem a partir da 23ª rodada; veja novas regras
O Campeonato Brasileiro, em suas Séries A e B, além da Copa do Brasil e do Brasileirão Feminino A1, implementará 10 alterações significativas na arbitragem a partir da 23ª rodada. A decisão foi tomada em reunião entre dirigentes de clubes e da CBF, com o objetivo de tornar as partidas mais dinâmicas e combater a perda de tempo. As novas regras, propostas pela International Football Association Board (IFAB) e já utilizadas na última Copa do Mundo, visam aumentar o tempo de bola rolando, que atualmente é de 52 minutos e 54 segundos no Brasileirão, segundo dados da OPTA Stats Perform, com meta da FIFA de 60 minutos.
A principal motivação por trás das mudanças é o aumento do tempo em que a bola efetivamente está em jogo. Relatórios apontam que o Brasileirão ainda está distante da meta ideal estabelecida pela FIFA. As novas normas buscam, portanto, otimizar cada momento da partida, desde a reposição de bola até as substituições, passando por atendimentos médicos e a comunicação com os árbitros.
Além das mudanças de dinâmica, o protocolo do VAR também foi revisado, tornando o árbitro de vídeo mais atuante. A medida visa aprimorar a precisão das decisões em lances cruciais, como segundo cartão amarelo que resulta em expulsão e, futuramente, lances de escanteio que levem diretamente a gols ou pênaltis. Conforme informação divulgada pela CBF, todas as alterações foram aprovadas pela maioria dos presidentes de clubes presentes no encontro.
Oito segundos para o goleiro com a bola nas mãos
Uma das regras mais comentadas é a que limita o goleiro a ter a bola nas mãos por, no máximo, oito segundos. Caso o arqueiro exceda esse tempo, a infração resultará em escanteio para a equipe adversária, incentivando uma saída de bola mais rápida e evitando a protelação.
Agilidade nas reposições e substituições
O dinamismo também será exigido nas reposições de bola. Tanto o arremesso lateral quanto o tiro de meta deverão ser executados em cinco segundos. Para o tiro de meta, o árbitro será o responsável pela contagem, e o descumprimento gerará escanteio. Nas substituições, o jogador a ser trocado terá que deixar o campo em dez segundos, utilizando o ponto mais próximo para sair rapidamente, sem caminhar.
Tempo fora para atendimentos e diálogo restrito
Jogadores que necessitarem de atendimento médico dentro de campo agora precisarão permanecer fora por um minuto após serem liberados. Se o atendimento for ao goleiro, um jogador de linha também cumprirá um minuto fora, a critério do treinador ou capitão. A comunicação com a arbitragem também foi restrita, determinando que apenas o capitão poderá conversar com o árbitro durante toda a partida, evitando aglomerações e discussões desnecessárias.
‘Lei Vini Jr.’ e o poder ampliado do VAR
Inspirada em um incidente envolvendo o jogador Vini Jr., a chamada ‘Lei Vini Jr.’ prevê cartão vermelho para atletas que deliberadamente taparem a boca ao discutir com adversários, uma medida clara contra provocações e desrespeito. Além disso, o árbitro de vídeo (VAR) teve sua atuação ampliada. Agora, além de lances de gol, pênalti, expulsão direta e erro de identificação, o VAR poderá intervir em casos de segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. Uma futura atualização, prevista para 2027, permitirá a checagem de escanteios concedidos erroneamente, caso levem diretamente a gol ou pênalti. O VAR também poderá, em algumas situações, avisar o árbitro sem a necessidade de revisão no monitor, agilizando ainda mais as correções.

