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Brasiliense Filipe de Freitas dá primeiros passos após traumatismo raquimedular na praia, já nada, toca violão e planeja voltar a surfar

Filipe, morador de Águas Claras, enfrenta desde agosto uma rotina intensa de reabilitação após um acidente na Praia de Maracaípe, em Recife, que comprometeu braços e pernas.

O brasiliense passou por cirurgia nas vértebras C4 e C5 e, depois de quase duas semanas em Pernambuco, voltou a Brasília para tratamento contínuo, entre clínica especializada e Hospital Sarah Kubitschek.

Conquistas recentes incluem transição do andador para o uso de muletas, retomada de atividades como natação e violão, e planos de voltar a surfar, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

Acidente, cirurgia e retorno a Brasília

O acidente aconteceu em 10 de agosto, quando Filipe foi atingido por uma onda durante viagem em família, e sofreu um traumatismo raquimedular cervical que resultou na perda de movimentos dos braços e das pernas.

No Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra, em Pernambuco, ele foi operado nas vértebras C4 e C5, e a família retornou a Brasília em 29 de agosto, após quase duas semanas fora.

Rotina de reabilitação e evolução motora

A reabilitação de Filipe é feita em dois locais, uma clínica especializada em lesões medulares, na Asa Norte, e no Hospital Sarah Kubitschek, na Asa Sul, onde participa de internação híbrida, indo ao hospital durante o dia e voltando para casa à noite.

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De segunda a sexta-feira, ele sai de casa às 7h e retorna por volta das 20h, com cerca de duas horas diárias de fisioterapia na clínica, além das atividades no Sarah, voltadas a recuperar força muscular, equilíbrio e treinar a marcha.

A evolução foi rápida, segundo a família, com passagem do andador de duas rodas para o de quatro rodas em cerca de uma semana, e depois, após 10 a 15 dias, início do uso de muletas. A irmã detalhou, “A transição começou no final de setembro. E há três dias, ele está saindo do andador e usando muleta”.

Paula, a irmã, destaca que “O lado direito dele ainda é o lado mais comprometido, mas ele consegue mexer as pernas e os pés. Ele conseguiu ter um avanço bem legal”.

Atividades retomadas e planos para o futuro

Além da marcha, Filipe já retomou algumas práticas do cotidiano que fazem parte do processo de reabilitação, como nadar e tocar violão, ainda que sem a mesma destreza de antes.

Sobre o retorno ao mar, o otimismo é evidente, e ele reafirmou a vontade de surfar novamente, com a frase citada pela irmã, “É o quê? Trauma do quê? Eu não vejo a hora. Eu vou surfar de novo”.

Para a família, a postura positiva tem sido fator importante na recuperação, como observou Paula, “Desde o início a recuperação dele é muito surpreendente mesmo. O Felipe é muito otimista. Isso, por incrível que pareça, ajuda muito no prognóstico”.

Rede de apoio e logística da recuperação

A família e os amigos organizaram uma escala para acompanhar Filipe nas sessões e nas atividades de reabilitação, garantindo apoio diário e mantendo o convívio social durante o tratamento.

A cadeira de rodas segue disponível para trajetos longos, quando a caminhada seria exaustiva, conforme explicou Paula, “Ele só usa a cadeira de rodas se a gente for percorrer longas distâncias. Tipo assim, é um shopping e vai andar demais, aí leva a cadeira porque é muito exaustivo”.

O caso de Filipe reúne recuperação funcional, suporte familiar e metas claras de retorno às atividades que ama, com foco em fortalecer a marcha, manter a motivação e, no futuro, retornar ao surfe.

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