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CEO de banco bilionário revoluciona gestão: demissões em massa e almoços coletivos para unir equipe e superar crise

ABN Amro troca formalidade por proximidade em meio a cortes de pessoal

Em um movimento que foge dos padrões corporativos tradicionais, o banco holandês ABN Amro, avaliado em US$ 24 bilhões, está implementando uma estratégia de liderança humanizada durante um período de significativas demissões em massa. A CEO Marguerite Bérard tem optado por almoços semanais com grupos de funcionários para discutir os desafios do banco e ouvir suas perspectivas.

Essa iniciativa visa mitigar o impacto da redução de 5.200 postos de trabalho planejada entre 2024 e 2028. A abordagem busca construir um senso de união e compreensão em um momento de incerteza econômica e reestruturação interna. A líder francesa busca inspiração em práticas holandesas de consenso, algo que ela mesma reconhece ser um aprendizado cultural.

A decisão do ABN Amro de cortar um quinto de sua força de trabalho reflete as pressões financeiras enfrentadas pelo setor bancário, incluindo lucros abaixo do esperado e a necessidade de otimizar a relação custo-receita. A estratégia de Bérard, no entanto, foca em manter a equipe informada e engajada durante essa transição delicada, conforme divulgado pelo próprio banco à Fortune.

Almoços da CEO: uma ferramenta para construir confiança e consenso

Marguerite Bérard dedica uma refeição semanal a sanduíches com cerca de dez colaboradores. Essa prática, considerada uma mudança cultural significativa em relação aos tradicionais almoços franceses mais longos, permite que a CEO ouça diretamente as opiniões dos funcionários sobre o desempenho e o futuro do banco. Ela vê isso como uma forma de construir alianças, essencial na cultura holandesa.

A CEO enfatiza que a comunicação aberta e a proximidade são cruciais para o sucesso da estratégia de redução de custos e pessoal. O objetivo é manter a competitividade e aumentar os lucros, mesmo diante de demissões. Bérard assegura que os cortes serão conduzidos com responsabilidade, com o banco auxiliando os demitidos na busca por novas oportunidades de emprego.

Líderes globais adotam almoços para fortalecer a cultura corporativa

A iniciativa de Bérard não é um caso isolado. Outros líderes de grandes corporações também utilizam almoços com funcionários como uma ferramenta estratégica para fortalecer o engajamento e a cultura empresarial. Chris Tomasso, CEO da rede First Watch, por exemplo, almoça regularmente na sala de descanso com seus colaboradores, buscando minimizar a formalidade e valorizar cada membro da equipe.

Na gigante de tecnologia Apple, o CEO Tim Cook também demonstra essa proximidade, optando por almoçar no refeitório da empresa com funcionários aleatórios, uma mudança em relação ao seu antecessor Steve Jobs. Essa prática permite uma interação mais genuína e menos hierárquica.

Duolingo e a força do diálogo informal em refeições conjuntas

A plataforma de aprendizado Duolingo, avaliada em US$ 4,5 bilhões, também cultiva essa cultura de proximidade. O CTO e cofundador Severin Hacker revela que os almoços diários no refeitório público, com a participação de cofundadores e CEOs como Luis von Ahn, são fundamentais para a identidade da empresa.

Hacker considera esses momentos mais valiosos do que pesquisas de engajamento, pois proporcionam um ambiente onde os funcionários se sentem mais à vontade para compartilhar suas opiniões honestas sobre o funcionamento da empresa. Ele destaca que essas interações informais, seja com novos contratados ou com pessoas de equipes distintas, revelam percepções que dificilmente surgiriam em reuniões formais, sendo essenciais para entender o que realmente está na mente da equipe.