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Cleitinho apoia Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas mantém portas abertas com o PT, ligações a petistas e cautela para preservar governabilidade em Minas

Cleitinho apoia Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas sinaliza diálogo com o PT em Minas Gerais, ligou para lideranças petistas e evita fechar pontes para garantir governabilidade

Cleitinho, governador eleito de Minas Gerais, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas deu sinais claros de que pretende manter diálogo com o PT local.

Segundo relatos, o novo governador telefonou para lideranças petistas logo após a vitória no primeiro turno, numa tentativa de preservar canais de conversa e evitar um rompimento político que prejudique a formação do seu governo.

O gesto reforça a estratégia de cautela de Cleitinho, que busca conciliar o apoio a Flávio Bolsonaro com a manutenção de relações institucionais em Minas, conforme apuração da Coluna Igor Gadelha.

O apoio e os contatos com o PT

De acordo com a apuração, Cleitinho ligou para integrantes do PT mineiro logo após ser eleito. Um dos que recebeu o telefonema foi o vereador e deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT-MG). Na ligação, Cleitinho afirmou a petistas que pretende governar dialogando com todas as forças políticas, medida que petistas interpretam como vontade de não romper pontes antes de assumir.

Estratégia petista e impacto local

Petistas locais avaliam que, com essas movimentações, o governador eleito não deve entrar de cabeça na campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno, justamente para não comprometer futuras negociações na montagem do governo em Minas. No primeiro turno, o PT lançou Patrus Ananias para o governo do estado, e o petista ficou em segundo lugar, ponto que reforça a necessidade de diálogo regional.

O recado de Lula

Durante evento em Juiz de Fora, o presidente Lula deu um recado público a Cleitinho, ao afirmar, “Tenho certeza que o Cleitinho é esperto. Ele não tem que me apoiar, só tem que ficar “quietinho”, porque ele só tem a ganhar no final das eleições”, disse Lula. A fala reforça a percepção de que o equilíbrio do novo governador pode ser politicamente recompensador.

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