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Corrida Global por Estoques se Intensifica com Guerra no Irã: PMI de Maio Revela Impactos na Economia Mundial e Inflação

A instabilidade geopolítica no Oriente Médio, com a guerra no Irã completando seu terceiro mês, está impulsionando uma corrida global por estoques de produtos manufaturados. Essa movimentação tende a ofuscar as pesquisas empresariais de maio, que avaliarão o impacto do conflito nas principais economias mundiais.

Os Índices de Gerentes de Compras (PMI) de maio, que medem a atividade industrial, projetam expansão em muitas economias, em grande parte devido à formação antecipada de estoques. A grande questão é se essa atividade reflete resiliência ou se os fabricantes estão operando no limite de sua capacidade antes que os choques energéticos se intensifiquem.

Esses índices também fornecerão insights sobre como os custos crescentes e os gargalos na cadeia de suprimentos, exacerbados pela volatilidade da produção, estão afetando as economias. Tais efeitos podem alimentar as pressões inflacionárias que bancos centrais monitoram atentamente antes das próximas decisões de política monetária.

Conforme informação divulgada pela Bloomberg, os resultados iniciais do PMI também oferecerão uma nova perspectiva sobre o impacto geográfico desigual do conflito. Dados de abril indicaram que a zona do euro, incluindo a Alemanha, foi a mais afetada, enquanto Reino Unido e Japão pareceram mais estáveis.

Economia Europeia Sob Pressão e Decisões de Política Monetária em Foco

A Bloomberg Economics aponta que o PIB da zona do euro cresceu apenas 0,1%, com a guerra no Irã e o consequente choque nos preços de commodities já afetando a economia. A demanda interna parece ter sido prejudicada pela alta dos preços da energia. A Comissão Europeia divulgará sua perspectiva econômica para a região, e o índice de confiança empresarial Ifo da Alemanha também será divulgado, assim como um indicador francês equivalente.

No Reino Unido, os dados de emprego e salários serão divulgados, e a inflação, embora possivelmente desacelerada, ainda deve permanecer em 3%. O governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e outros membros do comitê prestarão depoimento, com a possibilidade de um aumento da taxa de juros em junho em pauta.

A medição final da inflação da zona do euro para abril também será divulgada, juntamente com dados sobre custos trabalhistas e confiança do consumidor. O foco dos formuladores de políticas do Banco Central Europeu estará em uma reunião com os ministros das Finanças no Chipre.

Estados Unidos e Canadá: Inflação e Confiança do Consumidor em Destaque

Nos Estados Unidos, a ata da reunião de abril do Federal Reserve e a pesquisa de maio sobre a confiança do consumidor pela Universidade de Michigan serão destaques. Ambos os indicadores devem confirmar o foco das autoridades e das famílias na inflação, especialmente com a alta dos preços da gasolina.

Há um grupo crescente no Fed que busca uma linguagem mais neutra em seus comunicados, indicando que o próximo passo pode ser tanto um corte quanto um aumento das taxas de juros. A ata ajudará a esclarecer quantos membros do comitê apoiaram essa mudança.

A confiança do consumidor em Michigan caiu para um nível recorde de baixa em maio. Expectativas de inflação recuaram ligeiramente após forte alta em março. Mudanças nesses indicadores influenciarão as perspectivas para o consumo e as taxas de juros.

No Canadá, a inflação em abril provavelmente saltou para 3,1%, com o Banco do Canadá esperando que este seja o pico antes de recuar gradualmente. Vendas no varejo em março devem mostrar consumo sólido, apesar da incerteza, e uma estimativa preliminar para abril provavelmente receberá um impulso extra devido aos preços mais altos da gasolina.

Ásia Enfrenta Choques Externos e Dados Econômicos Cruciais

A Ásia aguarda uma série de dados da China, Japão e Austrália para entender o impacto do conflito com o Irã e o choque energético. Indicadores de atividade na China, como vendas no varejo e produção industrial, serão divulgados. O crescimento do primeiro trimestre da Tailândia também oferecerá um panorama inicial.

Na Austrália, a confiança do consumidor refletirá a resposta das famílias ao orçamento federal e aos custos de empréstimo. A ata da reunião de maio do Banco Central da Austrália, que anunciou o terceiro aumento consecutivo da taxa de juros, pode reforçar uma postura mais conservadora diante dos riscos de inflação.

Dados de crescimento do Japão serão analisados em busca de evidências da força da demanda subjacente. O banco central da Indonésia deve manter as taxas de juros estáveis, demonstrando cautela em meio às incertezas globais. A China definirá suas taxas básicas de juros para empréstimos, indicando o grau de apoio político à economia.

América Latina e África: Desafios Inflacionários e Decisões de Política Monetária

No Brasil, o indicador do Banco Central referente a março, proxy para o PIB, pode se manter estável devido às condições financeiras restritivas e orçamentos familiares apertados. No Chile, o choque energético provocado pela guerra com o Irã impacta as ambições de crescimento do novo presidente.

No Peru, analistas preveem um crescimento anual sólido acima de 3% no primeiro trimestre. O Banco Central do Paraguai manteve as taxas de juros estáveis, com a economia sem necessidade de estímulos e a inflação dentro da meta. Na Argentina, dados de março podem apresentar uma recuperação impulsionada pela indústria, construção e comércio.

Na África do Sul, a inflação em abril deve ter saltado para 3,9%, com a alta dos preços da energia. No Gana, as autoridades podem reduzir as taxas de juros antes que a inflação dispare. Na Nigéria, é provável que a política monetária seja mantida em compasso de espera. A Islândia pode elevar novamente os custos de empréstimo, enquanto o Egito provavelmente se absterá de aumentar as taxas de juros, aguardando o impacto do conflito com o Irã.

By Vanessa