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Crescimento da Accor nas Américas ganha força com liderança do Brasil, expansão em PM&E e luxo, 569 hotéis operando e pipeline de 101 projetos

Crescimento da Accor nas Américas, impulsionado pelo Brasil, acelera com 569 hotéis em operação, 107.270 quartos, alta de RevPAR e foco em PM&E e branded residences

A região das Américas consolidou-se como um dos vetores de crescimento da Accor em 2025, com expansão do portfólio em segmentos que vão do luxo à hospedagem econômica. O movimento foi especialmente forte no Brasil, que aparece como protagonista operacional e comercial.

O avanço operacional veio acompanhado de desempenho, com alta no indicador combinado de preço e ocupação, e um pipeline que promete manter o ritmo de aberturas nos próximos anos.

As informações são resultado de dados divulgados pela Accor sobre o desempenho da companhia em 2025, conforme informação divulgada pela Accor.

Expansão operacional e desempenho

A Accor encerrou 2025 nas Américas com 569 hotéis em operação, somando 107.270 quartos sob 31 marcas. Do total, 114 hotéis, com 32.709 quartos, pertencem ao segmento Luxury e Lifestyle, e 455 hotéis, com 74.561 quartos, integram a divisão Premium, Midscale e Economy, PM&E.

O desempenho operacional refletiu essa expansão. A região registrou alta de 7,4% no RevPAR em comparação com 2024. Na divisão PM&E, o crescimento foi de 10,2% no RevPAR, impulsionado por dois pontos percentuais a mais de ocupação e uma diária média 9% mais alta.

Ao longo de 2025, a Accor abriu 23 hotéis PM&E nas Américas, o equivalente a 5.197 quartos, número que a própria companhia arredondou internamente para cerca de 5.300 quartos. Dessas inaugurações, 10 ocorreram no Brasil, e as demais se dividiram entre México, Estados Unidos, Argentina e Porto Rico.

Brasil como motor do crescimento

O Brasil hoje é o principal motor da Accor nas Américas, respondendo por mais de 60% da receita de hospedagem da região. Na divisão PM&E, o país concentra 322 hotéis em operação.

Na pauta de vendas corporativas, a Accor lidera com larga vantagem, com participação estimada em cerca de 38% das vendas de reservas em agências de viagens corporativas, segundo a Associação Brasileira de Agência de Viagens Corporativas, Abracorp.

Em fala sobre a estratégia de ampliação, Abel Castro, Chief Development Officer da Accor para as Américas, afirmou, “Cidades do agro abriram uma grande via de desenvolvimento para nós. Sinop, Arcoverde, Primavera do Leste são cidades que nunca estiveram no mapa de expansão da Accor e que entraram no mapa. Da mesma forma, os hotéis de lazer econômicos, não resorts, como os projetos que estamos desenvolvendo em Maragogi, Olímpia e Porto de Galinhas”.

Sobre a demanda turística, Diego Suarez, CFO da Accor, destacou o momento do país, “O Brasil está bombando. A média histórica de turistas estrangeiros que visitavam o Brasil era de 3 milhões. Em 2024, foram 6 milhões. Em 2025, foram quase 9 milhões. Existe um crescimento enorme no interesse pelo Brasil e, como indústria, temos que aproveitar isso”.

Luxo, branded residences e projetos emblemáticos

Além da espinha dorsal em PM&E, a companhia acelera também na frente de luxo e lifestyle, com um número crescente de projetos que combinam hotel e residências, o modelo conhecido como branded residences.

O Faena São Paulo, previsto para 2029, é citado como um projeto potencialmente transformador, será o primeiro da marca no Brasil em um terreno de 22 mil metros quadrados próximo à Faria Lima, reunindo hotel, residências, centro de artes culturais e restaurantes.

Abel Castro explicou a lógica financeira por trás do movimento, “Quando você vai para cidades mais maduras, Miami, Nova York, Dubai, você vê a migração das marcas hoteleiras e outras marcas de luxo para o residencial. Você não mora mais em um endereço, mas sim naquela marca. Quando perguntam onde aquela pessoa mora, ela responde ‘No Faena South Beach’. O endereço fica secundário e o nome, o ‘branded’, é usado. Isso tem um valor intrínseco enorme no desenvolvimento imobiliário”.

Segundo o executivo, “Nos hotéis de luxo, 70% do desenvolvimento dos hotéis de luxo tem branded residence. Ou seja, o que era exceção hoje é a regra. E a explicação para isso é financeira. Quando você constrói um hotel, você só tem receita dali 3, 4 anos. No residencial, há fluxo de caixa desde o primeiro dia de venda. Isso muda totalmente a equação”.

Resultados financeiros e perspectivas

Em 2025, o grupo reportou receita de 5,639 bilhões de euros, alta de 4,5% sobre 2024, com crescimento de 4,2% no RevPAR global. O EBITDA atingiu 1,2 bilhão de euros, em moeda constante, avanço de 13% ano a ano.

Ao final de dezembro, a Accor tinha 5.836 hotéis em operação, com 881.427 quartos em 110 países e 45 marcas no portfólio. O pipeline global é de 1.527 hotéis, com mais de 257 mil quartos, um potencial de crescimento de cerca de 27% sobre a base atual.

No recorte PM&E das Américas, o pipeline soma 101 hotéis, com 12.138 quartos previstos para os próximos seis a sete anos. Em 2025, a Accor assinou 36 novos contratos na divisão PM&E da região, e aproximadamente 70% desses contratos são de franquia, estratégia que a companhia considera dominante, sobretudo em econômicos e midscale.

Para o leitor, o cenário desenhado pela Accor aponta para uma combinação de crescimento orgânico em economia e midscale, expansão do segmento de luxo com apoio de branded residences, e uma clara liderança do Brasil como centro de oportunidades nas Américas.