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GARE11 manterá patamar de dividendos em 2026? Gestor da Guardian diz R$ 0,083 por cota, captação de R$ 1,27 bilhão e aposta em logística e renda urbana

O fundo imobiliário GARE11, gerido pela Guardian, afirma que pretende manter o patamar atual de distribuição de rendimentos em 2026, ao mesmo tempo em que ajusta a carteira para capturar oportunidades caso a Selic siga em trajetória de queda.

A estratégia passa por ampliar gradualmente a participação em logística e em renda urbana, sem elevar de forma relevante o risco, segundo a gestão, que também aponta ganhos pontuais com vendas de ativos como alavanca para reforçar resultados.

Conforme informação divulgada pela Guardian Gestora, o fundo concluiu sua maior emissão e distribuiu R$ 0,083 por cota com data-base em 30 de janeiro de 2026, pagamento em 6 de fevereiro.

Distribuição de dividendos e visão do gestor

A gestão do GARE11 afirma que a distribuição está confortável no nível atual, e que a combinação entre receita recorrente e eventuais vendas pontuais deve preservar o fluxo aos cotistas. Em números divulgados, a distribuição mais recente foi de R$ 0,083 por cota, com data-base em 30 de janeiro de 2026 e pagamento em 6 de fevereiro.

Sobre o cenário econômico, Gustavo Asdourian, sócio-fundador da Guardian Gestora, afirma que “A gente está super confortável nesse patamar de pagamento. Mesmo com a Selic caindo, ainda temos movimentos dentro do fundo que podem gerar ganhos adicionais”, indicando que a gestão vê mecanismos internos para sustentar ou complementar a renda.

Rebalanceamento da carteira, logística e renda urbana

Após a captação de R$ 1,27 bilhão, o GARE11 pretende ter uma carteira composta por aproximadamente 62% em renda urbana, cerca de 30% em logística e 8% em lajes corporativas, participação representada pelo edifício-sede da MRV em Belo Horizonte.

O objetivo declarado é ampliar a fatia de logística para tornar o portfólio mais balanceado e, ao mesmo tempo, aproveitar a maior liquidez de ativos de menor porte em renda urbana para possibilitar vendas pontuais e destravar ganhos de capital sem comprometer a previsibilidade da renda.

Nas palavras do gestor, “A gente vai buscar boas oportunidades, principalmente em logística e renda urbana. Queremos dar ganho para o investidor, manter o risco baixo e preservar o patamar de dividendos que o fundo vem entregando. A alavancagem vai permanecer baixa”.

Maior escala e gestão ativa

Com a maior escala obtida pela captação, a gestora destaca a capacidade ampliada de gestão ativa do GARE11, incluindo a possibilidade de realizar vendas pontuais para compor a distribuição com ganhos de capital.

Segundo Gustavo Asdourian, “A ampliação da musculatura ajuda tanto na diversificação quanto na gestão ativa. Você consegue realizar vendas pontuais e compor distribuição com ganhos de capital de forma mais eficiente”, o que sugere que a combinação entre renda recorrente e ganhos de capital será parte da tese para sustentar os rendimentos.

O que observar em 2026

Para investidores do GARE11, os pontos a acompanhar são a evolução da Selic, a execução do plano de aumentar participação em logística, e eventuais alienações de ativos que podem gerar ganhos de capital. A promessa de manutenção do patamar de dividendos vem acompanhada da meta de manter a alavancagem em níveis baixos, o que busca equilibrar retorno e risco.

Em suma, a gestão aposta que a diversificação e a maior escala após a captação devem dar ao GARE11 flexibilidade para preservar o patamar de dividendos em 2026, enquanto busca ganhos adicionais por meio de movimentos táticos na carteira.