Ministro da Fazenda detalha saída para crise financeira do BRB com apoio do FGC e sindicato de bancos
O Banco de Brasília (BRB) enfrenta uma crise financeira que pode ser solucionada através de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A operação terá a fiança de um sindicato de bancos, com o fluxo de recursos do Distrito Federal servindo como contragarantia. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Durigan explicou que a União se comprometeu a flexibilizar as regras do plano de ajuste fiscal do Distrito Federal. Atualmente, essas regras limitam as operações de crédito do DF a um teto de R$ 900 milhões, mas a nova negociação visa viabilizar a capitalização do BRB.
A crise no BRB está ligada a investigações de fraudes no Banco Master, que já foi liquidado. O BRB tentou adquirir a instituição, mas agora se encontra em dificuldades financeiras. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, está preso sob acusação de recebimento de propina. Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, a solução para o BRB envolve um empréstimo do FGC com fiança de sindicato de bancos.
Acordo prevê empréstimo sem garantia da União
O termo da audiência realizada nesta terça-feira entre o governo federal e o governo do Distrito Federal estabeleceu que a operação de crédito para capitalização do BRB será realizada sem a garantia direta da União. O governo do DF havia acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) buscando esse aval federal, diante da análise do Tesouro Nacional que aponta que o DF não possui capacidade de pagamento adequada para empréstimos com aval da União.
Nova reunião no STF definirá detalhes do acordo
Uma nova reunião no STF está agendada para quinta-feira. O objetivo é a possível conclusão do acordo que trará o alívio financeiro necessário para o BRB. O ministro Durigan destacou a importância de manter o BRB, que presta serviços essenciais à população do DF, funcionando plenamente.
Ajuste fiscal e recuperação de recursos como contrapartidas
Para viabilizar o empréstimo, o Distrito Federal se comprometeu a implementar medidas de ajuste fiscal. Além disso, o ministro Durigan defendeu que quaisquer recursos recuperados das investigações policiais em andamento sejam direcionados para a recomposição dos cofres do Distrito Federal e do próprio BRB, buscando mitigar os impactos negativos da crise.
Investigação policial e o futuro do BRB
A Polícia Federal investiga as circunstâncias que levaram à crise, incluindo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. A prisão do ex-presidente do banco público, Paulo Henrique Costa, é um reflexo dessa apuração. O ministro Durigan enfatizou que a população do DF e o BRB não devem ser prejudicados pelos eventos ocorridos, reforçando a necessidade da solução em curso.