Em ato na Avenida Paulista, a defesa da democracia e a busca pela virada de votos concentraram discursos, artistas e a campanha para reconquistar eleitores ausentes, com chamadas diretas ao diálogo
O ato em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva na Avenida Paulista reuniu apoiadores em defesa da democracia e com apelos para recuperar eleitores que não votaram no primeiro turno.
No evento, os líderes pediram diálogo com idosos e ausentes, e prometeram campanha nas ruas e nas redes para reverter o resultado inicial das urnas.
As informações e citações desta reportagem foram divulgadas pelo Metrópoles SP, conforme material do evento e dos discursos.
Discursos e apelos por democracia e diálogo
Ao discursar, Lula afirmou que o que mais ouviu na campanha foi gente dizendo que não quer “só comida”, mas também “cultura, emprego de qualidade, liberdade e democracia”.
Em outro trecho, Lula declarou que “Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja”, criticou a família Bolsonaro e ressaltou a necessidade de conversar com quem deixou de votar, dizendo, entre outras frases, “Temos agora uma responsabilidade muito grande: tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também citou a defesa da democracia, afirmando que “São Paulo não quer ditadura” e lembrando, em referência aos heróis da Revolução Constitucionalista, nomes que simbolizam a luta pela Constituição.
Arte, mobilização e mensagem contra a ditadura
Antes da entrada de Lula e Alckmin no trio elétrico, artistas presentes criticaram declarações de Flávio Bolsonaro sobre mudar a Constituição e convocaram o público para diálogo porta a porta.
Cartazes com frases como “Ditadura nunca mais” e “1964 nunca mais” foram frequentes na Paulista, e nomes como Humberto Carrão e o rapper Baco Exu do Blues pediram que cada apoiador encontre alguém em dúvida e converse com essa pessoa.
Propostas em tecnologia e segurança pública
No palanque, Lula prometeu, em caso de vitória, uma “revolução tecnológica” com foco em inteligência artificial e indústria digital, e uma “revolução na segurança pública”.
Sobre segurança, a promessa foi clara e foi ovacionada pelo público quando ele afirmou que será garantia de “segurança para o povo e prisão para os bandidos”.
O governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas, também deixou recado, dizendo que “o nordeste, São Paulo e o Brasil não vão virar uma Argentina”, em crítica às propostas econômicas ligadas a aliados do candidato rival.
Desafio eleitoral, números e a estratégia para virar votos
A campanha petista concentra esforços em comunicação digital e ações de rua para tentar reverter o resultado do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos e Lula teve 45,16%.
A abstenção bateu recorde nesta eleição, com 33 milhões de ausentes, o que corresponde a 21,08% da população, dados que passaram a ser foco central da campanha para buscar a virada de votos.
Com a mobilização na Avenida Paulista, a estratégia é clara, envolver diálogo direto com eleitores que não votaram, com ênfase em proteger a democracia e convencer indecisos a participar do processo eleitoral.

