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Desgaste de Trump ameaça desempenho dos Republicanos no Texas e pode custar controle do Congresso, Paxton perde apoio enquanto Talarico avança nas pesquisas

Desgaste de Trump pressiona candidaturas republicanas no Texas, Paxton enfrenta controvérsias e Talarico chegou a abrir sete pontos em pesquisa, cenário influencia a disputa de 3 de novembro

O desgaste de Trump aparece como fator central nas disputas que podem definir o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato.

No Texas, tradicional reduto republicano, a corrida ao Senado virou foco nacional, com impactos além das fronteiras do estado.

Os movimentos do eleitorado e a imagem do presidente podem influenciar quem terá maioria na Câmara e no Senado depois de 3 de novembro.

conforme informação divulgada pelo Metrópoles

Texas testa a força política de Trump

A volta de Donald Trump ao Texas, com três visitas em menos de um mês, reflete a preocupação republicana com a campanha do procurador-geral Ken Paxton para o Senado.

Talarico chegou a abrir sete pontos de vantagem sobre Paxton em uma pesquisa recente do New York Times, e a disputa no estado, que Trump venceu por mais de 13 pontos percentuais nas eleições presidenciais de 2024, está muito mais acirrada do que o esperado.

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A escolha de Paxton nas prévias, impulsionada pelo presidente, virou um teste para a influência de Trump dentro da legenda, porque o candidato enfrenta controvérsias jurídicas, dificuldades para atrair recursos, e críticas internas que limitam a transferência direta de apoio presidencial em votos.

Risco para o controle do Congresso

As eleições de 3 de novembro vão definir o controle da Câmara dos Representantes e de parte do Senado, com reflexos diretos na capacidade do presidente de aprovar sua agenda.

Na Câmara, os Democratas precisam conquistar três cadeiras líquidas para assumir a maioria, e no Senado, com os republicanos à frente por 53 a 47, a oposição precisa ganhar quatro cadeiras para alcançar o controle.

Se os Democratas conquistarem uma ou ambas as Casas, Trump terá mais obstáculos para aprovar projetos, e a oposição poderá ampliar investigações, convocar autoridades e fortalecer a fiscalização do Executivo.

Fatores que corroem a popularidade de Trump

O quadro no Texas espelha um desgaste nacional mais amplo, com a avaliação do governo pressionada por questões econômicas e de política externa.

Conforme os dados levantados pela cobertura, a aprovação está na faixa dos 30%, e A desaprovação chegou a 54% entre eleitores brancos sem diploma universitário, ante 32% em fevereiro de 2025, segundo estatísticas citadas pela reportagem.

Problemas como inflação, custo de vida, alta dos combustíveis associada à guerra contra o Irã, e operações migratórias mais intensas pelo ICE ampliam a insatisfação, reduzindo a capacidade de mobilização do eleitorado pró-Trump.

Impacto financeiro e estratégico para os republicanos

O esforço para sustentar Paxton transformou a corrida texana numa das mais caras do país, com recursos republicanos concentrados no estado em detrimento de outras disputas competitivas.

Essa alocação de verbas preocupa líderes do partido, porque o alto investimento no Texas pode diminuir a capacidade de defender a maioria no Senado, e porque aliados locais, como o governador Greg Abbott, têm demonstrado cautela ao associar-se publicamente à Casa Branca.

No conjunto, o desgaste de Trump representa uma ameaça prática ao desempenho eleitoral do Partido Republicano nas eleições de novembro, ao mesmo tempo que testa a capacidade do presidente de transferir sua base para candidatos locais e de manter influência sobre a agenda legislativa durante os próximos dois anos.

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