PF determina afastamento do escrivão por faltas injustificadas, portaria foi assinada em 10 de fevereiro e publicada em 26, PAD instaurado em janeiro apura as ausências
A Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro afastou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão na Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, conforme informação divulgada pelo UOL.
Segundo o portal, o afastamento decorre de faltas injustificadas, e a medida vale até a conclusão do processo administrativo disciplinar, que foi aberto em janeiro para analisar as ausências.
O ex-deputado mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, e a portaria de afastamento foi assinada em 10 de fevereiro, mas publicada apenas em 26, conforme informação divulgada pelo UOL.
Detalhes do afastamento e obrigações imediatas
De acordo com a apuração do UOL, Eduardo Bolsonaro foi notificado por meio de uma portaria que determina o afastamento enquanto corre o PAD. A reportagem aponta que, segundo a portaria, ele tem até cinco dias úteis para entregar a arma de fogo e a carteira funcional, prazo estabelecido pela Corregedoria.
Histórico do processo e medidas anteriores
O afastamento, segundo o site, é válido até que seja concluído o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) instaurado em janeiro deste ano para analisar as faltas de Eduardo. No dia 2 de janeiro deste ano, a PF determinou o retorno imediato do ex-deputado à função, após ele ter se licenciado para exercer o mandato de deputado federal.
Ele havia se licenciado do cargo para exercer o mandato de deputado federal, mas foi cassado, também por faltas, e por não retornar ao exercício da função a Polícia Federal abriu o PAD que agora embasa o afastamento, conforme noticiado pelo UOL.
Outros procedimentos disciplinares e contexto político
Em setembro de 2025, a Polícia Federal já havia instaurado outro PAD contra Eduardo Bolsonaro para investigar sua atuação nos Estados Unidos na defesa da imposição de sanções ao Brasil, segundo a reportagem. Nesse caso, ele foi alvo de uma representação feita por Guilherme Boulos, então deputado federal por São Paulo, e hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
O caso atual reforça a sequência de apurações contra o servidor, com a autoridade disciplinar mantendo procedimentos para avaliar se houve abandono de cargo, conforme a apuração do UOL.