Haddad e Tarcísio trocam farpas sobre segurança pública em SP
O debate eleitoral na Band para o governo de São Paulo foi palco de acusações graves entre o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad rebateu as afirmações de Tarcísio sobre o combate ao PCC, alegando que a facção criminosa ainda tem forte atuação no estado.
Segundo Haddad, a situação da segurança pública em São Paulo é alarmante, com coronéis de alta patente da Polícia Militar suspeitos de ligações com o crime organizado. O ex-ministro chegou a mencionar o afastamento do Comandante-Geral da PM, embora os motivos não tenham sido explicitamente divulgados, mas sob suspeita de vinculação com atividades ilícitas.
As críticas de Haddad se estenderam a outros pontos da gestão de Tarcísio, como a falta de um plano claro para combater feminicídios e racismo no estado. A troca de acusações evidencia as divergências sobre as prioridades e a eficácia das políticas de segurança pública em São Paulo, conforme revelado em informações divulgadas pelo portal G1.
Coronéis da PM sob suspeita de ligação com o PCC
Fernando Haddad trouxe à tona um dos pontos mais sensíveis do debate: a suposta vinculação de altos escalões da Polícia Militar de São Paulo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele afirmou que essa é uma das situações mais graves da história da corporação no estado, citando o afastamento do Comandante-Geral como um indício dessa gravidade.
O ex-ministro enfatizou que o Comandante-Geral não seria o único a enfrentar suspeitas de envolvimento com o crime organizado, sugerindo um problema sistêmico dentro da força policial. Essa acusação, feita durante um debate televisivo, adiciona um peso considerável às discussões sobre a gestão da segurança pública em São Paulo.
Tarcísio defende índices de segurança e critica falta de apoio federal
Em sua defesa, Tarcísio de Freitas argumentou que os índices de crimes contra mulheres em São Paulo são inferiores aos de outros estados, destacando a ampliação da rede de proteção sob sua administração. Ele também ressaltou que os indicadores de roubo e latrocínio no estado atingiram mínimas históricas.
O governador reiterou o sucesso da sua gestão em relação à questão da “cracolândia” e questionou se o governo federal tem oferecido o suporte necessário para as ações de segurança pública em São Paulo. Tarcísio também defendeu o sistema de monitoramento Smart Sampa, que segundo ele, tem auxiliado no combate à criminalidade.
Haddad critica uso da tecnologia e falta de foco em crimes específicos
Haddad, por outro lado, criticou a abordagem de Tarcísio em relação à tecnologia aplicada à segurança, comparando-a a um sistema ultrapassado. Ele apontou que o sistema Smart Sampa, por exemplo, tem identificado uma grande quantidade de devedores de pensão alimentícia, questionando a sua eficácia no combate ao crime organizado.
O ex-ministro também acusou Tarcísio de não apresentar um discurso ou propostas concretas para o enfrentamento de crimes como feminicídio e racismo, que continuam sendo problemas relevantes no estado. A discussão sobre a segurança pública em São Paulo se mostrou um dos pontos centrais do debate eleitoral.

