Tarcísio de Freitas critica a gestão do PT na economia e Fernando Haddad aconselha contra indicação de Campos Neto para o BC.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, criticou duramente a gestão do PT na economia brasileira. As declarações ocorreram durante o debate da Band, onde Tarcísio confrontou o ex-ministro da Fazenda e candidato petista, Fernando Haddad.
Tarcísio de Freitas afirmou que o arcabouço fiscal adotado pela gestão de Haddad se mostrou “muito frouxo”, levando a um crescimento excessivo dos gastos públicos. O governador expressou preocupação com a fragilidade das contas públicas e alertou para um possível cenário de recessão no país, o que poderia impactar negativamente os investimentos em São Paulo.
Em resposta, Fernando Haddad destacou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo no último ano deve ficar aquém do crescimento nacional. Segundo Haddad, este dado comprova que a situação econômica do estado paulista poderia estar melhor.
Haddad rebate críticas e aponta fragilidades na economia de São Paulo
Fernando Haddad não deixou as críticas de Tarcísio de Freitas sem resposta. O candidato petista apontou que o desempenho do PIB de São Paulo, em comparação com o nacional, sugere que a gestão econômica estadual poderia ser mais eficaz. Ele argumentou que os indicadores econômicos de São Paulo não acompanharam o ritmo do país, indicando espaço para melhorias.
Conselho de Haddad: “Jamais indicar” Campos Neto para o Banco Central
Minutos antes, em um momento de debate sobre a economia, Tarcísio de Freitas questionou Haddad sobre qual conselho ele daria ao presidente da República na área econômica. A resposta de Haddad foi direta e enfática: “Jamais indicar” Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, para um cargo na autarquia. Campos Neto, que comandou o BC durante o governo Bolsonaro e permaneceu por mais dois anos no início da gestão de Lula, foi alvo de críticas do atual presidente.
Haddad lista falhas na gestão de Campos Neto no Banco Central
Haddad detalhou os motivos para sua recomendação, citando que, sob a presidência de Campos Neto, a **taxa Selic foi elevada excessivamente**, sem que isso resultasse em um controle eficaz da inflação. Além disso, o ex-ministro mencionou o escândalo do Banco Master e a alegada falta de fiscalização sobre fintechs e bancos durante esse período, como exemplos de falhas na gestão.

