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Ibovespa avança mais de 2% com recompra de títulos pelo Tesouro dos EUA, dólar recua e blue chips, como Vale, puxam recuperação após 11 quedas

Recuperação do Ibovespa ganha força com queda dos yields nos EUA por compras do Tesouro, avanço de blue chips e recuo do dólar, cenário que atrai fluxo externo

O pregão desta quarta-feira abriu com o Ibovespa em alta, interrompendo uma sequência negativa de 11 fechamentos, com ações de grande peso no índice liderando a recuperação.

O movimento foi impulsionado pela expectativa de queda de juros nos EUA, após anúncio de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos, e pela valorização de blue chips, entre elas a Vale.

As informações destacadas a seguir foram extraídas da fonte fornecida, e trazem números e comentários do mercado sobre o comportamento do índice e dos títulos americanos, conforme informação divulgada pela fonte consultada.

Pregão e números do índice

Às 11h13, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 2,13%, a 169.870,48 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 14 de outubro, mostrava acréscimo de 1,61%.

O avanço foi liderado por blue chips, com destaque para a Vale, que se valorizou quase 2% no início do pregão, ajudando a puxar a recuperação do índice.

Por que a recompra do Tesouro dos EUA impacta o Ibovespa

A recompra ativa de papéis pelo Tesouro americano pressiona os preços dos títulos para cima e, por consequência, pressiona os yields para baixo. Isso torna ativos de risco mais atrativos frente aos títulos soberanos dos EUA.

Como explicou a analista Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, “Quando o Tesouro anuncia que vai comprar ativamente esses papéis, ele gera uma demanda artificial que eleva o preço dos títulos. Como o preço e a taxa de retorno caminham em direções opostas, essa recompra força os yields para baixo”.

Com yields mais baixos, o dólar recuou frente ao real e outras moedas globais, e o fluxo de investidores estrangeiros, que vinha negativo nas últimas semanas no Brasil, começou a se inverter a favor da Bolsa brasileira.

O que os investidores devem acompanhar

Mais tarde, as atenções do mercado se voltam para a ata da última reunião do Federal Open Market Committee. O documento deve trazer mais detalhes sobre o processo que manteve os juros dos EUA entre 3,5% a 3,75% a.a.

Na divulgação do resultado do encontro, a falta de comentários por parte do chairman do Fed, Kevin Warsh, contribuiu para maior volatilidade nos títulos longos, e o mercado agora espera esclarecimentos na ata para calibrar expectativas sobre juros e fluxos internacionais.

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