Situação da liquidação de títulos na zona do euro mostra pausa após picos, com Bund a 3,247% e o petróleo em alta mantendo pressão sobre os mercados
A liquidação de títulos públicos da zona do euro, que levou os rendimentos aos níveis mais altos em mais de uma década, deu uma pausa nesta quarta-feira, enquanto o mercado de Treasuries se estabilizava.
Apesar do alívio nos títulos, a alta nos preços do petróleo limitou a queda dos rendimentos e manteve os investidores cautelosos.
Os dados a seguir reúnem os principais números e declarações sobre a liquidação de títulos da zona do euro e os fatores que ainda pressionam os mercados, conforme informação divulgada pela fonte fornecida.
Bund e movimentos de rendimento
O rendimento do Bund alemão de 10 anos, referência para a zona do euro que atingiu pico em 15 anos na terça-feira por preocupações com energia e endividamento público, caía 1 ponto-base, para 3,247%.
O rendimento dos títulos de 30 anos do país recuava 1 ponto, para 3,762%, após também ter atingido seu maior nível desde 2011 no dia anterior.
Esses movimentos mostram que a liquidação de títulos da zona do euro sofreu um freio, mas os patamares elevados já superaram níveis considerados cruciais por analistas.
Influência dos Treasuries
Um pequeno rali nos Treasuries, o mercado global de títulos dominante que influencia o resto do mundo, estava contribuindo para melhorar o ânimo do mercado.
Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos fecharam a terça-feira com queda de 2 pontos-base, após atingirem o maior nível desde o início de 2025, na esteira de dados mais fracos do que o esperado sobre a construção de moradias e a produção industrial. Nesta quarta-feira, eles caíam mais 2 pontos-base.
“Os mercados de títulos estão mostrando sinais tímidos de estabilização”, disse Hauke Siemssen, estrategista de taxas do Commerzbank.
Petróleo e riscos geopolíticos
Os preços do petróleo permaneciam elevados, no entanto, com o Brent subindo 1%, para US$91,60, próximo de sua maior cotação desde o final de julho.
O aumento do custo da energia actua como um limitador ao alívio que a estabilização dos títulos poderia trazer, porque pressiona expectativas de inflação e, consequentemente, taxas de juros futuras.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na terça-feira que não havia negociações em andamento com o Irã e insistiu que o Estreito de Ormuz estava aberto, contrariando a afirmação do Irã de que a via navegável permanece fechada e aumentando a pressão de alta sobre os preços da energia.
O que observar adiante
Investidores seguem atentos a sinais adicionais de normalização nos Treasuries e ao comportamento dos preços do petróleo, porque qualquer nova escalada nos custos de energia pode reavivar a liquidação de títulos na zona do euro.
Dados macroeconômicos e desenvolvimentos geopolíticos nas próximas sessões serão determinantes para saber se a pausa na liquidação tende a se consolidar ou a ficar temporária.

