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Ibovespa Futuro cai com IPCA-15 em 0,84%, Haddad e cenário eleitoral no radar, dólar e tensões globais pesam sobre os mercados

O início das negociações desta sexta-feira apresenta fraqueza entre os contratos futuros do principal índice brasileiro, com o Ibovespa Futuro reagindo a números de inflação e a um cenário político em movimento.

Investidores monitoram também falas de autoridades e o calendário de entrevistas, além de sinais do exterior, entre tensões geopolíticas e preocupações com inteligência artificial.

O conjunto de dados e eventos deixa o mercado com maior cautela, pressionando ativos locais e afetando o fluxo para commodities e dólar.

conforme informação divulgada pela Reuters e Bloomberg

Movimento do Ibovespa Futuro e dados domésticos

Às 9h06 (horário de Brasília), o contrato para abril recuava 1,02%, a 192.225 pontos. O Ibovespa Futuro abriu em baixa após a divulgação do principal indicador de inflação prévio do mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,84% em fevereiro de 2026, de uma alta de 0,20% em janeiro. A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço mensal de 0,57% e anual de 3,82%.

Os números mais fortes do que o esperado reforçaram a percepção de que o ritmo de inflação permanece um fator relevante para ativos de risco no Brasil, contribuindo para a queda do Ibovespa Futuro nesta sessão.

Cenário político e impacto nas negociações

O ambiente eleitoral também ganhou destaque entre investidores. Pesquisa divulgada pela Paraná Pesquisas nesta sexta aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, já não aparece isolado na liderança em cenários de primeiro turno contra o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e, “em dois quadros simulados, o resultado é de empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais”.

Além disso, o dia traz pautas políticas e econômicas diretas, com eventos oficiais previstos, o que mantém operadores atentos a qualquer sinal que possa alterar a percepção sobre políticas futuras e reformas.

À tarde, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apresentam novos investimentos na Nova Indústria Brasil em entrevista coletiva às 15h, e o dia termina com entrevista de Haddad ao podcast Flow, às 19h.

Exterior, dólar e commodities

No exterior, preocupações com gastos em inteligência artificial e tensões entre Estados Unidos e Irã pesaram no sentimento. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,74%, Nasdaq Futuro recuava 0,58% e o S&P 500 Futuro tinha queda de 0,56%.

O dólar futuro para março, atualmente o mais líquido no Brasil, subia 0,21%, R$ 5,148, refletindo busca por proteção diante da volatilidade. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, e as ações da Nvidia despencaram, mesmo após lucro acima do esperado.

Os preços do petróleo operavam em alta, após a confirmação de novas negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã para a próxima semana, enquanto as cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, suportadas por margens portuárias elevadas e um mercado físico apertado.

Agenda e perspectivas para o restante do dia

Investidores seguem de olho em indicadores e balanços internacionais, com dados de inflação na Alemanha, França e Espanha, números de desemprego na Alemanha e na França, e preços de imóveis no Reino Unido, além de resultados corporativos na Europa, como BASF, Swiss Re, Holcim, IAG e Amadeus.

No Brasil, a combinação entre inflação acima do esperado, movimentação política e eventos com autoridades mantém o Ibovespa Futuro sob pressão, e analistas recomendam cautela, acompanhando a evolução dos dados e as entrevistas programadas ao longo do dia.