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Ibovespa recupera fôlego e fecha acima de 191.490 pontos pela 1ª vez, com blue chips como Petrobras, Vale e bancos impulsionando alta diante de fluxo estrangeiro

O principal índice da bolsa paulista retomou força nesta sessão, com avanço sustentado por grandes ações e entrada de capital externo.

Operadores destacaram também movimentos de fechamento de posições vendidas, que ajudam a ampliar o rali, enquanto o cenário externo ficou relativamente calmo.

No fechamento, sinais de recorde e volume significativo marcaram o pregão, conforme informação divulgada pela Reuters.

Fechamento, recordes e volume

Ibovespa fechou em alta de 1,4%, a 191.490,40 pontos, novo topo de fechamento. Na máxima do dia, chegou a 191.780,77 pontos, novo recorde intradia, e na mínima marcou 188.854,45 pontos.

O volume financeiro no pregão somou R$ 32,98 bilhões, mostrando liquidez reforçada durante o movimento de alta.

Fluxo estrangeiro e perspectiva de analistas

Segundo estrategistas do JPMorgan, “o primeiro mês do ano costuma ser um período de forte entrada de capital externo, mas nada comparável ao que se observou no mês passado e ao que continua entrando”.

Até o dia 20 de fevereiro, “o saldo de estrangeiros na bolsa em 2026 alcançava cerca de R$ 35,6 bilhões”.

Na visão do analista Felipe Cima, da Manchester Investimentos, “o que se imagina é que o mercado deve seguir nessa tendência de alta, principalmente pela entrada de investimento estrangeiro”.

Blue chips e destaques do pregão

As grandes ações lideraram o movimento, com peso decisivo no resultado final do índice.

Entre os destaques, PETROBRAS PN (PETR4) subiu 2,54%, renovando máximas históricas e ampliando a alta no ano para mais de 28%, mesmo com queda nos preços do petróleo na sessão.

Também em alta, PETROBRAS ON (PETR3) avançou 2,28%, e bancos tiveram desempenho positivo, com ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subindo 1,52% após uma correção negativa na véspera.

Entre outros bancos, BRADESCO PN (BBDC4) subiu 0,8%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) avançou 1,77%, e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) encerrou em alta de 3,41%, na expectativa pelo Investor Day do controlador.

No setor de minério, VALE ON (VALE3) subiu 0,39%, em seu quarto pregão seguido de alta, apesar de recuo nos contratos futuros na China.

Movimentos pontuais e riscos

Houve também volatilidade em papéis específicos, com recuo de 2,22% em GERDAU PN (GGBR4) após resultados que mostraram fraqueza na operação brasileira.

Minerva ON (BEEF3) caiu 4,43% após relatório da XP reduzir recomendação para neutra. Por outro lado, IRB(RE) ON (IRBR3) saltou 7,26%, para a máxima desde agosto de 2022.

Fora do índice, TECNISA ON (TCSA3) disparou 12,75% após divulgação de oferta do Grupo BTG Pactual por participação na Windsor.

No acumulado do ano, o mercado registra ganhos expressivos, com o Ibovespa já acumulando uma valorização de 18,85%, e investidores seguem monitorando tanto o fluxo de estrangeiros quanto os desdobramentos macroeconômicos e setoriais para os próximos pregões.