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Indian Creek Island, a ilha dos bilionários em Miami onde Jeff Bezos e Mark Zuckerberg buscam refúgio, privacidade extrema e mansões de centenas de milhões

Indian Creek Island, a ilha dos bilionários em Miami, reúne lotes exclusivos, segurança 24 horas, campo de golfe privado e proprietários como Jeff Bezos e Mark Zuckerberg

Uma faixa de terra artificial na Baía de Biscayne se transformou em um dos enclaves mais fechados dos Estados Unidos, atraindo bilionários em busca de privacidade e segurança.

Com lotes à beira-mar que começam em US$ 60 milhões e um clube privado, a ilha ganhou a reputação de refúgio para quem quer evitar olhares e curiosos.

Nesta reportagem você vai entender por que a ilha dos bilionários é tão disputada, como funciona a segurança e quais fatores têm levado compradores de alto patrimônio a se mudar para lá, conforme informação divulgada pela Fortune.

Por que Indian Creek Island é tão exclusiva

Indian Creek Island tem cerca de 1,2 milhão de metros quadrados e apenas 40 lotes à beira-mar, o que aumenta a escassez e o preço das propriedades.

O interior da ilha é dominado pelo Indian Creek Country Club e seu campo de golfe privado de 18 buracos, cuja taxa de adesão, segundo relatos, chega a US$ 500 mil, além de um processo de admissão rigoroso.

A ilha é um município independente, com governo próprio e uma força policial que patrulha 24 horas por dia, sete dias por semana, por terra e por mar.

Uma única ponte com guarita conecta a ilha ao continente, e visitantes precisam apresentar documento de identidade e podem passar por inspeção do veículo, o que limita o acesso e preserva a privacidade dos moradores.

Segundo Michael Martirena, cofundador da Ivan and Mike Team, da corretora Compass, “É uma bolha, e ninguém entra ou sai, a menos que tenha um motivo”, frase que ilustra o grau de isolamento buscado pelos residentes.

Quem mora ou comprou recentemente e os preços

Entre os moradores e compradores estão nomes como o quarterback Tom Brady, Ivanka Trump, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, mostrando o apelo da ilha dos bilionários para as fortunas mais altas.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, adquiriu no início do mês uma mansão recém-construída estimada entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.

Jeff Bezos, desde que anunciou a mudança para a Flórida, comprou três propriedades na ilha por mais de US$ 230 milhões no total, e planeja integrar lotes para construir um complexo residencial.

Com apenas 84 moradores em 2020, Indian Creek é um dos enclaves mais exclusivos dos EUA, onde muitas propriedades são demolidas para dar lugar a novas mansões projetadas pelos próprios compradores.

Localização, lotes e arquitetura

No lado oeste da ilha, que oferece isolamento extra por fazer fronteira com a hidrovia intracosteira, os lotes são maiores, cerca de 7.400 metros quadrados, contra 4.600 metros quadrados que são a norma na ilha.

Essa configuração permite maior privacidade e vistas restritas das áreas vizinhas, tornando a ilha ainda mais desejada por quem busca sigilo e exclusividade.

As patrulhas marítimas são frequentes, e, ao contrário de outras ilhas residenciais de Miami onde barcos passam em frente às mansões, em Indian Creek os vizinhos e curiosos ficam afastados por um policiamento constante.

Por que bilionários estão migrando para a Flórida

Parte do movimento para a Flórida é tributário, já que o estado não cobra imposto estadual sobre a renda, o que aumenta o apelo para moradores de alto patrimônio.

Outra motivação citada é a proposta de imposto de 5% sobre o patrimônio dos bilionários que ganha força na Califórnia, fato que levou alguns milionários a transferir ativos para fora do estado.

Martirena descreve a atual procura por imóveis de alto padrão no sul da Flórida como “covid 2.0”, com interesse crescente mesmo diante da desaceleração em outros segmentos do mercado imobiliário.

“Eles estão se planejando com antecedência. Não querem se mudar para cá”, disse Martirena, “Querem permanecer no estado da Califórnia, porque amam onde vivem e nunca pensaram em se mudar. Mas trabalham muito pelo dinheiro que ganham e disseram que gostam ainda mais da própria conta bancária.”

Essa combinação de fatores fiscais, privacidade e acesso a um mercado exclusivo ajuda a explicar por que a ilha dos bilionários se tornou um destino tão valorizado por quem pode pagar dezenas e centenas de milhões de dólares por uma residência.