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Irã Tira Onda do Mundo: Cobrança em Ormuz Pode Travar Petróleo Global e Gerar Crise

Irã intensifica controle sobre Estreito de Ormuz, gerando apreensão global

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O Irã deu um passo ousado ao reforçar seu controle sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais cruciais do mundo para o transporte de petróleo. A partir de agora, navios só poderão cruzar a região com a autorização iraniana, e o país sinalizou a possibilidade de cobrar taxas futuras, apresentadas como um “seguro” para a travessia.

Essa nova diretriz, detalhada em um documento publicado pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), exige que todas as embarcações contratem uma apólice de seguro obrigatória. Embora inicialmente gratuita, a cobrança futura é uma realidade anunciada, aumentando a incerteza para armadores e produtores de petróleo.

As embarcações também deverão seguir rotas específicas, próximas à costa iraniana, com caminhos alternativos sendo proibidos. Essa medida surge em um momento delicado, com forças navais ocidentais recomendando rotas pela costa de Omã, enquanto a região central de Ormuz passa por desminagem. Conforme informações divulgadas pela Bloomberg L.P., o Irã busca consolidar sua soberania sobre a vital passagem marítima.

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Preocupação crescente com tarifas e legalidade da cobrança

Armadores e produtores de petróleo demonstram crescente preocupação com a perspectiva de o Irã impor pedágios pela travessia. O acordo interino de paz entre EUA e Irã prevê passagem gratuita por 60 dias, mas o futuro após esse período é incerto. O setor busca urgentemente orientações sobre como as travessias por Ormuz funcionarão após o acordo e como a área será desminada.

Aliados dos Estados Unidos, com o Reino Unido à frente, pressionam o governo de Donald Trump para que não aceite nem normalize qualquer cobrança iraniana. O setor alerta que a imposição de taxas violaria o direito marítimo internacional e criaria um precedente perigoso para outras rotas estratégicas globais.

O que diz o documento iraniano sobre o seguro

O documento divulgado pela PGSA esclarece que, no momento, o seguro é fornecido gratuitamente aos proprietários das embarcações, com todos os custos cobertos pela República Islâmica do Irã. Contudo, a PGSA se reserva o direito de introduzir taxas de seguro no futuro, cujos valores serão definidos pela seguradora responsável.

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Os proprietários de navios serão obrigados a contratar e renovar a cobertura de seguro de acordo com as novas condições estabelecidas. Essa cláusula abre a porta para uma futura monetização da passagem pelo Estreito de Ormuz, gerando apreensão no mercado internacional.

Desaceleração do fluxo de petróleo e riscos em Ormuz

Os fluxos visíveis de petróleo pela hidrovia desaceleraram significativamente. Embora um superpetroleiro tenha sido avistado perto de Mascate, em Omã, indicando a saída do Golfo Pérsico, outros embarques não foram detectados pelos transponders das embarcações. Milhões de barris têm sido transportados pela rota ao sul, perto de Omã, muitas vezes com os transponders desligados, o que sugere um volume real de transporte maior do que o aparente.

Desde o acordo de paz, o Irã conseguiu movimentar milhões de barris que estavam sob bloqueio dos EUA em um porto localizado fora do Golfo Pérsico. Petroleiros com capacidade para transportar pelo menos 20 milhões de barris foram vistos deixando o porto iraniano de Chabahar. Antes do bloqueio americano, os embarques de Teerã já haviam sido praticamente interrompidos.

Riscos e recomendações para a navegação em Ormuz

A PGSA, criada pelo Irã durante a guerra e sancionada pelos Estados Unidos, tem sua legitimidade rejeitada por países vizinhos, que orientaram armadores a não manterem contato com a entidade. O documento iraniano, longe de acalmar os ânimos, aumenta a demanda por clareza sobre o tráfego no estreito.

Os navios precisam solicitar autorização de passagem à PGSA e seguir rotas consideradas seguras pelo Irã, conforme mapa divulgado. Em resposta, forças navais ocidentais também divulgaram coordenadas de rotas recomendadas e informações sobre a localização de minas, buscando garantir a segurança da navegação em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz.

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