Keeta rebate governo e afirma cumprir regras de transparência após Senacon abrir processo administrativo

A empresa de delivery de alimentos Keeta divulgou nota oficial nesta quarta-feira, 27, contrapondo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A companhia afirmou que **respeita as regras de transparência** impostas pela portaria da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), publicada em março.

A declaração surge após o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, anunciar a abertura de um processo administrativo contra a Keeta e o iFood. O motivo seria o suposto descumprimento da ordem de informar os usuários sobre os valores repassados aos motoristas e as retenções das plataformas.

Conforme informação divulgada pelo governo, o processo administrativo sancionador pode resultar em multas de até R$ 14 milhões para as empresas. A Senacon, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, alega que iFood e Keeta descumprem sumariamente a portaria, diferentemente de outras empresas como Uber e 99, que estariam cumprindo as exigências.

Keeta detalha transparência em recibos de pedidos

Em sua nota, a Keeta explicou como as informações são apresentadas aos seus consumidores. Segundo o aplicativo, **o valor total pago pelo cliente, a parcela destinada à plataforma, à entrega (incluindo gorjetas) e ao estabelecimento comercial constam no recibo** de cada pedido.

A empresa reforçou seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e o diálogo com as autoridades. A Keeta declarou que busca manter uma comunicação aberta com órgãos governamentais, parceiros e a sociedade em geral, visando o cumprimento das regulamentações vigentes.

Governo anuncia processo contra Keeta e iFood por falta de transparência

O ministro Guilherme Boulos foi o porta-voz do anúncio sobre a instauração do processo administrativo. Ele destacou que, segundo levantamentos da Senacon, Uber e 99 têm cumprido a portaria de transparência.

No entanto, Boulos afirmou categoricamente que **o iFood e a Keeta seguem descumprindo a portaria**. A alegação é que as empresas não estariam informando adequadamente aos usuários quanto do valor pago vai para os motoristas e quanto é retido pelas plataformas, prática que o governo considera essencial.

Potenciais multas e a importância da transparência para o consumidor

O processo administrativo aberto contra Keeta e iFood pode culminar em **multas significativas, com valor máximo de R$ 14 milhões** para cada empresa. O ministro ressaltou a necessidade de as empresas oferecerem a transparência devida aos seus usuários, garantindo clareza nas transações financeiras.

A exigência por maior transparência em aplicativos de delivery visa proteger os direitos dos consumidores e garantir que as informações sobre custos e repasses sejam claras. A posição da Keeta indica um desacordo com as alegações do governo, prometendo um debate mais aprofundado sobre o tema.

By Vanessa