Marcus Amim foi preso na manhã desta quinta-feira, 15 de outubro, durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal.
A ação prendeu também o ex-prefeito Márcio Canella, entre outros alvos ligados à Polícia Civil do Rio, e seguiu mandados autorizados pelo STF.
Os detalhes da investigação e a lista de suspeitos foram obtidos pela Coluna Mirelle Pinheiro, conforme informação divulgada pela Coluna Mirelle Pinheiro.
Quem é Marcus Amim
Marcus Amim é delegado de Polícia Civil desde 2002, formado em direito pela Universidade Federal Fluminense, e ocupou cargos de destaque na segurança pública do Rio de Janeiro.
Entre junho e outubro de 2023, ele esteve à frente do Detran-RJ, e depois foi escolhido pelo então governador Cláudio Castro para chefiar a Secretaria de Polícia Civil, cargo que ocupou por 10 meses.
Em julho de 2025, Amim já havia sido alvo da 6ª fase da operação, ocasião em que recebeu mandado de busca e apreensão.
Detalhes da operação e prisões
A 8ª fase da Operação Unha e Carne prendeu, além de Marcus Amim e Márcio Canella, inspetores e outros agentes apontados na investigação.
Entre os alvos citados pela Coluna Mirelle Pinheiro estão os inspetores Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
Glaucio Paz da Silva foi alvo de mandado de busca e apreensão, e as prisões foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O que investiga a Polícia Federal e valores envolvidos
Segundo a PF, a apuração identificou grande movimentação financeira ligada ao esquema. Em relatório oficial consta que “o esquema investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)”.
Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por crimes como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, entre outros que possam surgir.
Contexto da Operação Unha e Carne e próximos passos
A Operação Unha e Carne começou em dezembro de 2025 para investigar um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais contra o Comando Vermelho.
Com o avanço das apurações, a PF ampliou o foco para uma rede de proteção ao crime organizado, que incluiria agentes públicos, parlamentares, integrantes do Judiciário e operadores financeiros.
A ação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para desarticular organizações criminosas no Rio, e segue diretrizes estabelecidas pelo STF na ADPF 635, tema de reunião entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes em 6 de outubro.
As investigações continuam em andamento, as prisões e medidas da 8ª fase devem ser detalhadas pela PF nas próximas horas, e a apuração financeira e documental seguirá para identificar responsabilidades e possíveis desdobramentos.