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Méliuz Lucra R$ 9,7 Milhões Ajustado, Aprovando Recompra de Ações e Ampliando Aposta em Bitcoin

Méliuz divulga resultados do 2º trimestre de 2026 com lucro ajustado e novidades estratégicas

O Méliuz (CASH3) apresentou seu balanço do segundo trimestre de 2026, reportando um **lucro líquido ajustado de R$ 9,7 milhões**, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do avanço na rentabilidade operacional, a companhia registrou um prejuízo líquido contábil de R$ 22,4 milhões, impactado pela marcação a mercado de sua posição em Bitcoin.

A receita líquida consolidada cresceu 18%, alcançando R$ 115,7 milhões, impulsionada principalmente pelo segmento Shopping Brasil. O Ebitda ajustado também mostrou força, com alta de 38%, atingindo R$ 17,3 milhões e marcando um recorde nos últimos 12 meses. Esses resultados, no entanto, vêm acompanhados de decisões estratégicas importantes.

Conforme informação divulgada pela companhia, o prejuízo contábil ocorreu devido a um impairment de R$ 32,1 milhões relacionado aos ativos em Bitcoin. Esse efeito não impacta o caixa da empresa e pode ser revertido com a valorização da criptomoeda. Paralelamente aos resultados financeiros, o Méliuz anunciou a ampliação de sua estratégia de tesouraria em Bitcoin e a aprovação de um novo programa de recompra de ações.

Crescimento Sólido e Impacto Contábil do Bitcoin

A receita líquida consolidada do Méliuz somou R$ 115,7 milhões no segundo trimestre de 2026, representando um **avanço de 18%** em comparação com o mesmo período de 2025. O principal motor desse crescimento foi o segmento Shopping Brasil, que gerou R$ 92,6 milhões em receita, uma alta anual de 32%. O Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 17,3 milhões, com um aumento de 38% na comparação anual, elevando a margem Ebitda ajustada para 15,0%.

No acumulado de 12 meses, o Ebitda ajustado alcançou R$ 109,6 milhões, um recorde para a empresa, com alta de 74%. A margem Ebitda ajustada acumulada em 12 meses chegou a 22,1%, um avanço significativo. Contudo, o lucro líquido contábil foi de R$ 22,4 milhões negativos, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões do ano anterior, devido a um impacto contábil de R$ 32,1 milhões ligado aos ativos em Bitcoin.

Expansão da Base de Usuários e Novos Programas Estratégicos

O Méliuz expandiu sua base de usuários para 54,1 milhões de contas, um **crescimento anual de 26%**. O segmento “beyond e-commerce”, que oferece produtos complementares ao marketplace, viu sua receita crescer 114% e já representa 21% da receita do Shopping Brasil. A geração de caixa também se manteve forte, com R$ 21,3 milhões gerados no trimestre.

O Conselho de Administração aprovou o cancelamento de 9,13 milhões de ações recompradas anteriormente, reduzindo em 8,1% o número de ações em circulação. Além disso, um **novo programa de recompra** foi aprovado para aquisição de até 8,1 milhões de ações ordinárias, equivalente a 10% do free float, com prazo de 18 meses. A administração considera a recompra uma das melhores alocações de capital.

Bitcoin: Estratégia de Tesouraria Ganha Flexibilidade

A estratégia de tesouraria baseada em Bitcoin do Méliuz foi atualizada, buscando integrar a gestão de caixa, os Bitcoins e instrumentos financeiros relacionados para **maximizar a geração de valor**. A nova política permitirá usar liquidez para financiar recompras de ações, otimizar a estrutura de capital ou aumentar a exposição ao Bitcoin em momentos oportunos.

A empresa também poderá utilizar instrumentos derivativos ligados à criptomoeda, como opções, mantendo uma abordagem sem alavancagem. Ao final de junho, o Méliuz possuía 604,7 Bitcoins em custódia, com o objetivo estratégico de longo prazo de aumentar a exposição ao Bitcoin por ação, ao mesmo tempo em que cria valor através de recompras e geração de caixa operacional.

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