Menino baleado com arma de chumbinho, de 10 anos, deixou a UTI no Hugol em Goiânia após semanas sedado, investigação aponta indícios que levaram a inquérito por tentativa de homicídio
O menino, de 10 anos, atingido por três disparos apresentou melhora e saiu da unidade de terapia intensiva, segundo informações do hospital.
A criança está internada na enfermaria pediátrica do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, em Goiânia, e respira sem ajuda de aparelhos.
O caso passou a ser investigado como tentativa de homicídio após a Polícia Civil levantar dúvidas sobre a versão inicial apresentada à autoridade policial, conforme informação divulgada pelo Metrópoles
Recuperação clínica
Daniel Domingues Correia, de 10 anos, foi ferido em 14 de setembro em uma propriedade rural de Palmeiras de Goiás.
Ele permaneceu por mais de 20 dias sedado, intubado e em coma, e após recuperação progressiva voltou a se comunicar com familiares, embora apresente dificuldades para falar e relate dores na cabeça e no quadril.
Segundo o hospital, o estado geral da criança é estável, e o pai retornou de Portugal para acompanhar o acompanhamento do filho.
O que dizem os exames e a investigação
Exames médicos apontaram a presença de três projéteis na cabeça da criança, dois foram retirados, enquanto o terceiro permanece alojado devido aos riscos de uma nova intervenção cirúrgica.
A Polícia Civil de Goiás analisou a carabina de pressão calibre 5,5 milímetros apreendida no local, equipamento que precisa ser recarregado manualmente a cada disparo, fato que levantou questionamentos sobre a hipótese de o próprio menino ter provocado os ferimentos.
Depoimentos colhidos durante a apuração apresentaram divergências, e diante dos indícios, o caso passou a ser investigado como tentativa de homicídio.
Prisões e versões
Em 21 de setembro, foram presos temporariamente a mãe da criança, Caroline Souza Cirino, o padrasto, Tiago Lopes Cirino, e o proprietário da fazenda onde a família morava, José Rodrigues.
As defesas negam participação no crime e afirmam que as prisões são medidas cautelares, e que os clientes estão colaborando com as autoridades.
A polícia ainda apura como ocorreram os disparos e qual teria sido a participação de cada investigado, e até o momento não houve divulgação oficial sobre quem teria efetuado os tiros.
Socorro e transporte
Após ser ferido, o menino foi levado em busca de atendimento médico, e durante o deslocamento o carro em que estava com a mãe e o padrasto capotou, exigindo o acionamento do Corpo de Bombeiros para resgate.
Devido à gravidade dos ferimentos na cabeça, a criança foi transportada de helicóptero para Goiânia e encaminhada ao Hugol, onde permaneceu internada até apresentar condições clínicas para deixar a UTI.
As apurações continuam em andamento pela Polícia Civil, e a família, que agora conta com o apoio do pai, acompanha a recuperação do menino no Hugol.

