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Petróleo da Venezuela, cerca de metade da produção exportada para os EUA, PDVSA aponta 1,245 milhão de bpd, exportações sobem 19,7%, desafios em diluentes e refinarias

A Venezuela vem direcionando uma parte expressiva de sua produção de petróleo para os Estados Unidos, em operações que envolvem refinarias adaptadas ao crudo venezuelano.

O fluxo comercial e os números de produção apontam para uma retomada parcial da indústria, ao mesmo tempo em que o país enfrenta limitações em insumos e infraestrutura.

Os dados e declarações que sustentam essa leitura foram divulgados por autoridades do governo e da PDVSA em entrevistas recentes, conforme informação divulgada pela Reuters.

Exportações e volume produzido

Segundo o subsecretário de Energia Kyle Haustveit, “Nos últimos meses, observamos que mais de 500 mil barris (por dia), aproximadamente metade da produção venezuelana, são exportados para os Estados Unidos, para refinarias construídas especificamente para esse petróleo”, afirmou Haustveit em Houston, acrescentando que o país produz atualmente cerca de 1,25 milhão de bpd.

Do lado da estatal, o vice-presidente executivo da PDVSA, Jovanny Martínez, afirmou que a produção de petróleo da Venezuela atingiria 1,245 milhão de bpd no final de agosto e que as exportações do país aumentaram 19,7% neste ano, destacando um movimento claro de crescimento das vendas externas.

Limitações internas, diluentes e refinarias

Martínez ressaltou que o país precisa de diluentes para processar os petróleos mais pesados, insumo que, segundo ele, deveria ser produzido na Venezuela, para reduzir dependência externa e custos logísticos.

Além disso, o executivo declarou que as refinarias locais deveriam ser ampliadas, lembrando que parte da estratégia para elevar o valor agregado passa por aumentar a capacidade de processamento doméstico do petróleo.

Produção de combustíveis e mercado interno

O vice-presidente da PDVSA também informou que a produção de combustível da Venezuela aumentou 12,9% até agora no ano, e que isso tem fornecido 5,4% a mais de combustível ao mercado interno, um sinal de melhora na oferta doméstica, embora desigual entre regiões.

Ao mesmo tempo, Martínez chamou atenção para um déficit energético, afirmando que a Venezuela tem um déficit no mercado interno de gás natural de 500 milhões de pés cúbicos por dia, um problema que limita expansão industrial e melhorias no abastecimento.

Reforma legal e passivos internacionais

Martínez também destacou a reforma da lei de hidrocarbonetos, que ocorreu após 20 anos de nacionalização rigorosa e expropriação de ativos pertencentes a empresas estrangeiras, incluindo a Exxon Mobil e a ConocoPhillips, que não foram totalmente indenizadas após anos de arbitragens e ações judiciais.

Esse histórico legal e financeiro continua influenciando investimentos e parcerias externas, ao mesmo tempo em que o país busca equilibrar exportações, oferta interna e modernização da cadeia petrolífera.

Em síntese, o quadro atual mostra exportações significativas para os EUA, números de produção em recuperação, e desafios claros em diluentes, refinarias e infraestrutura, fatores que vão determinar se a tendência de crescimento das exportações se sustenta nos próximos meses.

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