O presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a responsabilidade pela desaprovação de seu governo e pelo resultado do primeiro turno é, em sua avaliação, “toda minha”.
Durante sabatina ao Jornal Nacional, Lula disse que não pode transferir culpas, porque, quando as coisas dão certo, ele recebe os elogios, e quando não dão certo, ele assume a perda.
Ele recebeu 53.879.538 votos, correspondendo a 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 56.104.268 votos, 47,03%, e admitiu que a campanha foi a “menos organizada” que participou desde 1989, conforme informação divulgada pelo Jornal Nacional.
O reconhecimento público de responsabilidade
Ao ser questionado sobre a desaprovação e o desempenho no primeiro turno, Lula afirmou, “Eu acho que tudo é responsabilidade minha. Eu sou o governo, então se eu não consegui ser compreendido pela sociedade brasileira sobre o governo que fiz, eu não posso ficar jogando a culpa em ninguém. Eu tenho que jogar a culpa em mim, porque se quando as coisas dão certo, sou eu que ganho. Quando elas não dão certo, sou eu que perco. Então, a responsabilidade é toda minha”, disse o titular do Planalto durante a sabatina.
Números do primeiro turno
Lula recebeu 53.879.538 votos, correspondendo a 45,16% dos votos válidos no primeiro turno. Já Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 56.104.268 votos, 47,03% dos válidos, conforme divulgado durante a cobertura do JN.
Avaliação da campanha e impacto nas urnas
Logo após o primeiro turno, o presidente admitiu que a campanha à reeleição ficou abaixo do esperado. Em reunião interna, ele afirmou que a campanha deste ano foi a “menos organizada” que participou desde 1989, e reconheceu que a forma como a disputa foi conduzida influenciou o resultado.
Em outras declarações, Lula disse que houve dificuldades para transmitir ao eleitor as ações de seu terceiro mandato, observando que “foram dois anos e meio para tentar recuperar o país”, e que enfrentou um cenário em que “foram 10 ministérios desmontados, quase tudo estava desmontado nesse país”, segundo relatos de sua fala.
Mensagem final e cenário para o segundo turno
O presidente também expressou frustração por não ter conseguido fazer o eleitor compreender as medidas que implementou, afirmando que “foram muitas coisas” feitas, e reconheceu a necessidade de fazer mais para recuperar a percepção pública.
“E por mais que a gente faça coisas aqui no Brasil, sempre tem que fazer mais. Mas eu tô consciente que vão ganhar as eleições”, completou Lula, ao reconhecer o desafio pela frente e reafirmar que a responsabilidade é toda minha, conforme relato durante a sabatina ao Jornal Nacional.