Adriano Soares da Costa, presidente da Instituição Brasileira de Direito Público, afirma que o STF foi tomado de assalto por interesses financeiros e pessoais
Durante o II Fórum Lexum 2026, realizado nesta sexta-feira, dia 18, em São Paulo, o meio jurídico foi surpreendido por declarações contundentes contra o Supremo Tribunal Federal. O advogado Adriano Soares da Costa utilizou o palco do evento para tecer críticas severas sobre a atual condução das instituições brasileiras.
O jurista, que já ocupou o cargo de secretário de Estado em Alagoas, não poupou palavras ao descrever o cenário que, segundo sua análise, domina o cenário político e judiciário. O evento, realizado no Hotel Pestana, tornou-se o epicentro de um debate sobre a separação dos Poderes.
As afirmações foram registradas conforme informações divulgadas pelo portal Diário 360, que acompanhou as falas do presidente da Instituição Brasileira de Direito Público durante o painel de debates sobre a ordem constitucional do país.
As acusações sobre o Banco Master e o STF
No centro da polêmica, está o nome de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo Adriano Soares da Costa, existe um suposto consórcio operando dentro das instâncias superiores do judiciário brasileiro para atender a interesses privados.
O advogado foi enfático ao declarar que, na sua visão, o Supremo Tribunal Federal foi tomado de assalto por loiras, uísque, charuto e grana. A fala gerou repercussão imediata, especialmente pelo momento delicado que a Corte atravessa atualmente.
O contexto da crise institucional
Essas declarações ocorrem em um momento de extrema tensão, justamente na semana em que o STF deu início ao processo de análise sobre a abertura de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes. O clima no fórum refletiu o descontentamento de diversos setores da sociedade.
O jurista também utilizou termos fortes para se referir a lideranças políticas que estariam alinhadas aos interesses de Vorcaro. Ele classificou como jagunços institucionais aqueles que, na sua avaliação, promovem o silenciamento de jornalistas e o desrespeito à democracia.
Debates sobre o ativismo judicial
O II Fórum Lexum 2026 focou em temas como a liberdade individual, a necessária separação dos Poderes e a defesa da ordem constitucional. O evento serviu de termômetro para medir a insatisfação de parte dos operadores do Direito com o cenário atual.
Muitos dos participantes expressaram preocupação com o avanço do ativismo judicial, apontando que a falta de transparência em certas decisões compromete gravemente a confiança da população brasileira nas instituições que deveriam proteger o Estado de Direito.

