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Trump diz que decisão sobre atacar Irã é exclusivamente dele, promete liderar ação se necessário, cita general Razin e acusa imprensa de ‘fake news’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que a decisão final sobre uma eventual incursão militar contra o Irã cabe exclusivamente a ele.

Em publicação na Truth Social, Trump reagiu a reportagens que sugeriam divergência do general do Exército Daniel Caine, conhecido como “Razin”, sobre uma ação contra o país.

Ele escreveu, entre outras mensagens, “Eu preferiria ter um acordo com o Irã a não tê-lo, mas, se não chegarmos a um entendimento, será um dia muito ruim para aquele país e, muito infelizmente, para o seu povo”, chamou as notícias de “100% incorretas”, e acusou a imprensa de divulgar “fake news” sem citar fontes, conforme informação divulgada pelo g1.

O que Trump disse na Truth Social

Na postagem, Trump deixou claro que a decisão sobre atacar Irã é uma prerrogativa presidencial, e que, embora prefira um acordo, não descarta ação militar.

Segundo o texto, além da frase sobre as consequências para o povo iraniano, o presidente repetiu que as reportagens que apontam divergência do general são “100% incorretas”, e acusou a imprensa de publicar “fake news”.

A menção ao general Daniel Caine, ‘Razin’

Trump afirmou que o general Daniel Caine, conhecido como “Razin”, prefere evitar um conflito, mas que, caso a decisão de enfrentamento militar seja tomada, a operação seria “facilmente vencida”.

O presidente disse ainda que o general “sabe como vencer” e que, se determinado, liderará qualquer ação, vinculando assim a autoridade presidencial à capacidade operacional das Forças Armadas.

Implicações políticas e militares

A declaração de que a decisão sobre atacar Irã cabe exclusivamente ao presidente abre discussão sobre a relação entre comando civil e posições de assessores militares, e sobre como relatos de divergência são tratados pela imprensa.

Ao classificar as reportagens como “incorretas e deliberadamente distorcidas”, Trump também acentua um clima de desconfiança entre a Casa Branca e veículos que publicaram as supostas diferenças internas.

O que permanece em aberto

Ficam por confirmar as fontes das reportagens iniciais e a real extensão de qualquer desacordo entre o presidente e comandantes militares, bem como os possíveis desdobramentos na política externa em relação ao Irã.

Enquanto a retórica presidencial insiste que a decisão sobre atacar Irã é exclusiva, analistas apontam que decisões desse tipo envolvem avaliações de inteligência, riscos regionais, e a necessidade de apoio político interno e internacional.