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TSE adia julgamento sobre a validade da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná, caso será julgado após anulação de votos de Garotinho

O Tribunal Superior Eleitoral adiou o julgamento que discute a validade do registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná.

O ex-procurador recebeu 25,14% dos votos no último domingo, 4 de outubro, mas a confirmação do resultado ficará condicionada à decisão do TSE.

O caso foi retirado de pauta após a Corte Eleitoral anular os votos de Anthony Garotinho em eleição para o governo do Rio de Janeiro, e ainda não há nova data para a análise do processo de Dallagnol, conforme informação divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

O que está em discussão

A controvérsia sobre o registro de Deltan Dallagnol se concentra na forma como ele deixou o Ministério Público Federal antes das eleições de 2022.

O relator do caso no TSE, o ministro Floriano de Azevedo Marques, já se manifestou contra a candidatura, entendendo que a exoneração do cargo onze meses antes do pleito teve o propósito de evitar uma possível inelegibilidade.

Na decisão individual tomada na noite de sábado, 3 de outubro, Floriano indeferiu o registro e determinou que os votos atribuídos à chapa fossem considerados nulos, mas o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão horas depois.

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Argumentos do relator

Segundo Floriano, Deltan sabia que procedimentos disciplinares em andamento poderiam resultar em demissão ou aposentadoria compulsória quando pediu exoneração do cargo de procurador da República.

O relator afirmou que “não havia justificativa lógica para a exoneração do cargo a onze meses do pleito, senão o intento de se furtar à aplicação da lei“, e que a saída antecipada do MP foi uma “estratégia fraudulenta para impedir a incidência da inelegibilidade“.

Histórico do processo

Antes de chegar ao TSE, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, o TRE-PR, havia autorizado a candidatura de Deltan, concluindo que ele não deixou o Ministério Público com o intuito de escapar da inelegibilidade.

Em 2023, porém, o próprio TSE havia cassado por unanimidade o registro de Deltan como deputado federal, ao concluir que ele pediu exoneração enquanto respondia a procedimentos administrativos, para evitar uma possível inelegibilidade.

Próximos passos e impacto na eleição

Com a retirada de pauta, ainda não há data marcada para que o plenário do TSE decida se o registro de Deltan será mantido ou indeferido.

Enquanto a Corte não julgar o caso, a validade dos votos e a ocupação efetiva da vaga de senador pelo Paraná permanecem em suspenso, com repercussão direta sobre a diplomação e posse, caso a decisão venha a negar o registro.

O eleitorado e as partes envolvidas aguardam a pauta do Tribunal, que terá de conciliar argumentos do relator, decisões anteriores do TSE e o entendimento do TRE-PR para definir o desfecho.

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