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Visto Negado Desfalca Torcida do Senegal na Copa do Mundo; Fãs Internacionais e Imigrantes Preenchem Arquibancadas

Falta de vistos impede torcedores senegaleses de apoiar sua seleção nos EUA, mas paixão global preenche lacunas.

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A estreia do Senegal na Copa do Mundo nos Estados Unidos foi marcada por uma atmosfera vibrante, mas com uma notável ausência: muitos torcedores senegaleses não puderam comparecer devido à negação de vistos para entrar no país. A situação gerou frustração, mas a paixão pelo esporte e pela seleção africana encontrou outras formas de se manifestar, com o apoio de imigrantes e fãs internacionais.

A esperança do técnico Pape Thiaw era que os senegaleses residentes nos EUA fizessem a diferença nas arquibancadas do Estádio de Nova York/Nova Jersey. No entanto, notícias sobre a dificuldade de obtenção de vistos para torcedores do país criaram um cenário desafiador para a presença em massa da torcida organizada.

Apesar dos obstáculos, a conexão com a diáspora africana e o amor pelo esporte uniram pessoas de diferentes origens em apoio ao Senegal. Fãs internacionais e imigrantes preencheram os espaços, demonstrando que o espírito da Copa do Mundo transcende fronteiras e nacionalidades, conforme relatado por veículos de imprensa.

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Apoio de Nova York: Conexão e Decepção com Políticas de Imigração

Jessica Ambres, moradora do Brooklyn e com a camisa do Senegal, expressou seu sentimento de conexão com a diáspora africana. “Estou bem no alto das arquibancadas, mas espero que possam me ouvir lá embaixo, no campo”, disse ela, vestindo as cores do país e carregando a bandeira senegalesa.

Ambres, como uma mulher negra norte-americana, sentiu uma ligação especial. Ela também expressou sua decepção com as políticas de imigração dos Estados Unidos, um dos países anfitriões do torneio. “Sendo um dos países anfitriões desta competição, é um pouco desalentador ver como temos tratado os cidadãos do mundo”, lamentou.

Preocupações com Vistos e o Discurso da FIFA

As preocupações com imigração têm sido um tema recorrente durante o torneio. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentou tranquilizar no ano passado, afirmando que “o mundo é bem-vindo aos Estados Unidos”, especialmente com a preparação para sediar a maior Copa do Mundo de todos os tempos em conjunto com México e Canadá.

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No entanto, a realidade tem mostrado desafios. Houve casos de negação de entrada para um árbitro somali e críticas sobre a “falta de coordenação” da FIFA em questões de visto por parte de chefes de delegação, como o do Irã. Os Estados Unidos suspenderam a emissão de vistos de viagem para 39 países, incluindo nações que disputam a Copa do Mundo, como Irã, Haiti, Costa do Marfim e o próprio Senegal.

A Diáspora Senegalesa e a Luta por Apoio

Embora existam diásporas significativas de haitianos e iranianos nos EUA, as comunidades de ascendência senegalesa e marfinense são relativamente menores. Mahmoud Touré, que se mudou de Senegal para os EUA há 25 anos, compartilhou sua frustração:

“Consegui meu ingresso da seguinte forma: um amigo meu (de Senegal) ganhou um ingresso no sorteio da Fifa, mas não conseguiu vir porque não obteve o visto. Esse é o tanto que a situação está ruim”, relatou Touré, ressaltando a dificuldade enfrentada por muitos de seus compatriotas.

Apesar da ausência de muitos, a torcida se organizou: “Você vai nos ouvir em todos os lugares”, prometeu Touré, demonstrando a determinação em apoiar o time.

Um Jogo com Significado Especial e Esperança Renovada

A partida contra a França tinha um significado especial para o Senegal, que recentemente foi controversamente destituído do título da Copa Africana de Nações, com Marrocos declarado campeão. Os jogadores, segundo os torcedores, merecem o apoio de sua gente.

Ranmalee Dias, que cresceu no Japão mas mora em Manhattan e torce pelo Senegal há oito anos, enfatizou a importância da presença da torcida: “Os jogadores merecem ter sua torcida presente para apoiá-los. Felizmente, porém, temos um pedacinho de Senegal em Nova York.”

O Senegal enfrentará a Noruega na próxima segunda-feira, ainda no Estádio de Nova York/Nova Jersey, onde a esperança é que o apoio da torcida, mesmo que diversificada, impulsione a equipe em busca de melhores resultados no torneio.

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