Aguarde, Carregando

Campanha de Lula reestrutura equipe, aparas desavenças e muda comunicação para recuperar eleitores no Nordeste e Sudeste a 15 dias do segundo turno

A 15 dias do segundo turno, a campanha de Lula redefine coordenação, reforça comunicação digital e foca em recuperar votos no Nordeste, enquanto prepara ações em São Paulo, Rio e Minas

A campanha de Lula passou por uma semana de reformulações internas, com mudanças no núcleo de coordenação e reforço na comunicação, após o resultado do primeiro turno.

A equipe busca aparar desavenças, atender reivindicações de aliados e traçar estratégias para conquistar eleitores que votaram branco, nulo e reduzir a abstenção na reta final.

As informações sobre a reorganização e a nova estratégia foram divulgadas nas últimas semanas, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

Reestruturação da coordenação e agenda de campanha

O comando geral segue com Edinho Silva, presidente nacional do PT, porém o núcleo duro foi alterado para reforçar a operação de segunda etapa.

Assumiram novas funções, Camilo Santana como coordenador político, Rui Costa na coordenação da agenda, e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, ficou responsável pela comunicação, segundo a versão da campanha.

Camilo Santana disse que “Não há trocas, apenas há um reforço. Tanto eu como o governador reeleito Rafael Fonteles, do Piauí, como também o senador eleito da Bahia, Rui Costa, até pela experiência que tivemos no governo, como ex-ministros, viemos aqui para dar uma colaboração, para reforçar o time aqui da campanha do presidente no segundo turno. Esse é apenas um reforço que nós vamos ter agora”.

Anúncios

Com a reestruturação, a campanha de Lula pretende combinar fortalecimento de palanques estaduais com foco especial nos maiores colégios eleitorais, mirando atos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais nas próximas semanas.

Comunicação repaginada e aposta nas redes sociais

A comunicação foi reforçada com a chegada de marqueteiros baianos e pernambucanos, que trabalharam em campanhas estaduais recentes.

A equipe entendeu a necessidade de ampliar a presença do presidente nas redes sociais, especialmente com formatos mais informais.

Entre quarta e sexta-feira, Lula publicou 13 vídeos em que ele mesmo segura a câmera e grava o conteúdo, uma mudança prática para aproximar o candidato do eleitorado, conforme avaliam aliados.

Estratégia regional e números do Nordeste

A campanha de Lula tem no Nordeste o principal foco desta nova etapa, buscando recuperar votos onde houve queda em relação a 2022.

Em todos os estados nordestinos, o desempenho foi inferior ao de 2022, com as maiores quedas no Maranhão, de 68,84% para 63,91%, recuo de 4,94 pontos percentuais, e na Bahia, de 69,73% para 66,04%, queda de 3,68 pontos.

Além disso, a estratégia inicial prevê o fortalecimento de palanques de aliados que seguem disputando governos estaduais, para somar votos regionais à campanha presidencial.

Debates, calendário e críticas internas

O primeiro debate presidencial do segundo turno marcado para 11 de outubro pela TV Record foi cancelado por incompatibilidade de agendas, e o confronto na Band ficou para 18 de outubro, às 20h, enquanto a TV Globo marcou o debate para 23 de outubro.

Além disso, foram definidas sabatinas pela ordem sorteada, com Lula agendado para 15 de outubro e o adversário para 16 de outubro.

A campanha também conviveu com críticas internas. Em trecho vazado, Lula reclamou que a disputa foi a “menos organizada” desde 1989, e o ex-ministro Gilberto Carvalho admitiu erros na estratégia, afirmando que a equipe dedicou muito tempo à comparação entre governos e apresentou propostas insuficientes para o futuro.

A coordenadora no Tocantins, a ex-senadora Kátia Abreu, criticou a composição do comando da campanha, e apontou que a primeira-dama Janja ocupa mais espaço do que o vice, o que, segundo ela, exige maior participação de Geraldo Alckmin na campanha, especialmente em São Paulo, onde o petista perdeu no primeiro turno.

O resultado em São Paulo teve desdobramentos locais, com a derrota de Fernando Haddad no governo, que ficou com 36,42% ante 62,65% de Tarcísio de Freitas, e sem sucesso das candidaturas ao Senado que integravam a chapa.

Rumo aos 25 de outubro, prioridades e desafios

Com 15 dias até o segundo turno, a campanha de Lula prioriza aparar arestas internas, ampliar formatos digitais e concentrar esforços no Nordeste e nos grandes colégios eleitorais.

Em campo, o presidente retomou viagens, participando de atos em Ceilândia e seguindo para Natal, buscando tanto o público das eleições estaduais quanto a conversão de votos em localidades decisivas.

A missão declarada da campanha é clara, mostrar mensagens mais diretas, aumentar exposição em redes sociais e transformar eleitores que votaram branco, nulo ou ficaram em casa em apoio ao projeto de reeleição.

Rolar para cima