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Flávio Bolsonaro chama de “detalhezinho” debate sobre retirada da marcação de munições, promete tecnologia e endurecimento de penas na segurança

Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ e candidato à Presidência, afirmou que considera um “detalhezinho” a discussão sobre a retirada da identificação em munições usadas pelas forças de segurança.

Perguntado na sabatina do Jornal Nacional sobre apoio a um projeto que eliminaria a exigência de marcação das munições, o senador não explicou como a mudança ajudaria no combate ao crime organizado, e ressaltou outra abordagem para segurança pública.

As informações foram divulgadas em reportagem do Metrópoles, na cobertura da sabatina conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

O que prevê o projeto

O debate envolve o Projeto de Lei (PL) 3.723/2019, apresentado pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro. A proposta altera o Estatuto do Desarmamento e, em sua versão original, elimina dispositivos que exigem a marcação de munições, inclusive das destinadas às forças de segurança.

A identificação, atualmente exigida, permite rastrear a origem dos cartuchos e verificar possíveis desvios de materiais adquiridos com recursos públicos, segundo a matéria consultada.

O posicionamento de Flávio Bolsonaro

Na sabatina, ao ser questionado por Renata Lo Prete sobre os impactos da proposta na investigação de crimes e na identificação de armas e munições desviadas, o senador respondeu com a expressão exata, “Qualquer detalhezinho desse”.

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Em vez de detalhar como a retirada da marcação contribuiria para o enfrentamento ao crime organizado, ele enfatizou medidas alternativas, dizendo, “Eu vou investir em tecnologia, eu vou investir em inteligência artificial” e defendendo o endurecimento das penas como resposta à violência.

Contexto político e tramitação

A proposta chegou ao Congresso e gerou polêmica sobre seus efeitos nas investigações criminais. A votação no Senado estava prevista para quinta-feira, 15/10, mas, conforme a fonte, “A proposta seria votada pelo Senado nesta quinta-feira (15/10), mas foi retirada de pauta pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), depois de embate entre governistas e oposição a respeito da redução da maioridade penal.”

Além disso, Flávio também elogiou alterações promovidas pelo Legislativo na PEC da Segurança Pública, afirmando, “É a PEC da segurança pública que nós no Congresso Nacional melhoramos”, conforme registrado na sabatina.

Principais pontos a observar

Especialistas e autoridades de segurança costumam apontar que a marcação de munições é ferramenta importante para rastrear desvios e ligar armas a crimes. A retirada dessa exigência preocupa investigadores, apesar de propostas que defendem avanço tecnológico e inteligência como contrapartida.

Com a proposta em debate, o tema deve seguir na agenda política, entre discussão sobre a eficácia das medidas, o papel da marcação das munições nas investigações e as prioridades de políticas públicas na área de segurança.

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